Chegou a vez das baterias?

Que tal uma bateria demorar 20 horas a descarregar, em vez de duas ou três? É aparentemente o que se perspectiva.

Uma das coisas mais estranhas sobre as quais seguramente já muitas vezes nos interrogámos diz respeito à curta duração das baterias. Com tantos progressos na velocidade da circulação de dados ou da miniaturização do hardware, como compreender o imobilismo no que à alimentação de energia off line diz respeito? Que são, afinal, duas ou três horas de autonomia de grande parte das baterias que temos de utilizar?
Pois bem: parece que se desenham novidades sobre o assunto. Está em desenvolvimento uma bateria de silício (em vez de carbono) que poderá alterar substancialmente o panorama actual. Resta aguardar pelos resultados das investigações em curso na Universidade de Stanford, nos EUA.

Resposta ao repto de Pacheco Pereira

Surge hoje, no Público, uma primeira resposta ao desafio lançado no passado dia 12 por Pacheco Pereira, a propósito das ligações entre claques de futebol e violência na noite portuense (o artigo do autor no Abrupto concretiza bastante mais o que escreveu no Público do dia 11). São duas páginas, com peça de abertura da jornalista Ana Cristina Pereira.

Revistas on line – novas edições

  • Observatório (OBS*)
    O nº 3 da revista do OberCom aborda a temática Users as Innovators
  • Brazilian Journalism Research
    O segundo número do volume 3 já está online e com artigos de nomes significativos dos estudos jornalísticos brasileiros e de outros países. (via Jornalismo & Internet)
  • Estudios sobre el Mensaje Periodístico
    O recheado nº 13 desta revista do Departamento de Periodismo I da Faculdade de Ciências da Informação da Complutense de Madrid inclui um importante dossier sobre jornalismo e cidadania.

Pelo reconhecimento da excelência

Acontece-me, nos últimos tempos, ouvir o “Lugar ao Sul“, na Antena 1, em viagem que demora sensivelmente o tempo do programa. Para o ouvir, organizo-me para sair de casa quando ele começa. Hoje, como há oito dias, os temas natalícios eram o prato forte – com as canções dos janeireiros, a gastronomia típica, os costumes da quadra. Mais uma vez pôde, quem como eu ouviu o programa, constatar as excelentes qualidades de conversador e de entrevistador de Rafael Correia. Chega a circular na conversa por um registo que, para uma escuta menos atenta, poderá parecer sobranceria ou provocação. Lembro-me de ter sentido isso, nos primeiros anos em que comecei a seguir este inestimável programa, nos anos 80. É, porém, necessário um excepcional poder de criar empatia, de lançar pistas, de retomar deixas, de adoptar a ironia, de jogar aos papéis para compreender este caso de artista da reportagem e da entrevista. Folgo por isso em ver um jornalista da craveira de Pedro Coelho tomar, nas aulas de rádio que lecciona, o caso de “Lugar ao Sul” como exexemplo.

Mas Rafael Correia e o seu programa são muito mais do que isso. Porque a sua arte está também – sobretudo? – em ser capaz de fazer brilhar as artes, as vozes, as memórias e as paisagens do Sul e de quem nele tem histórias para contar. Reside em, semana a semana, programa a programa, há mais de um quarto de século, ir recolhendo, editando e acumulando um portentoso património cultural que espanta como ninguém, até hoje – a começar pela própria RDP – ainda não se preocupou em difundir (ou, pelo menos, tornar acessível).

Tanto quanto sei, este profissional dos media é avesso à mediatização. Mas, ainda assim, o nosso jornalismo está longe de o tratar com o destaque análogo ao que confere a pessoas e obras que não valem um caracol ao pé de “Lugar ao Sul”.

O Provedor do Ouvinte, José Nuno Martins, considerou já o programa um “sinal de excelência” do Serviço Público de Radiodifusão e a movimentação dos ouvintes e admiradores impediu que tivessem persistido, naquela antena, em colocá-lo em horas impróprias para consumo. Com o pretexto do próximo 28º aniversário do programa e a próxima aposentação do seu autor, Álvaro José Ferreira, um ‘militante’ da causa da rádio de serviço público e grande admirador de “Lugar ao Sul”, propôs há dias ao presidente da República a atribuição a Rafael Correia da Ordem de Mérito por relevantes serviços culturais prestados a Portugal. Eu apoio tal proposta.

Entidades reguladoras e literacia mediática

A Comissão Europeia acaba de apelar aos Estados membros que “encorajem as entidades reguladoras a envolver-se e a cooperar mais na melhoria dos níveis de literacia mediática da população” e a “desenvolver e implementar códigos de conduta e de co-regulação com todas as partes interessadas, no plano nacional”.

Num pronunciamento sobre educação para os media, a Comissão anuncia também que vai lançar, em 2008, um estudo com vista a avaliar os níveis de literacia mediática, articulado com o relatório sobre níveis de educação para os media previstos na nova directiva Serviços de Media Audiovisuais Sem Fronteiras. E sublinha três áreas em que considera ser crucial este investimento: a publicidade, a Internet (e especialmente os motores de pesquisa) e produção audiovisual.
Justificando esta medida, refere a Comissão:

“The media are changing, and so is citizens’ use of such media. New information and communication technologies make it much easier for anybody to retrieve and disseminate information, communicate, publish or even broadcast. The ability of people to critically analyse what they find in the media and to make more informed choices – called ‘media literacy’ – therefore becomes even more essential for active citizenship and democracy. Following an EU-wide survey last year, the European Commission has announced today its plans to encourage the development of media literacy and the exchange of good practice across Europe.
In a digital era, media literacy is crucial for achieving full and active citizenship,” said Information Society and Media Commissioner Viviane Reding. “The ability to read and write – or traditional literacy – is no longer sufficient in this day and age. People need a greater awareness of how to express themselves effectively, and how to interpret what others are saying, especially on blogs, via search engines or in advertising. Everyone (old and young) needs to get to grips with the new digital world in which we live. For this, continuous information and education is more important than regulation. (…)”

Biblioteca Digital Italiana

biblioteca-digitale-italiana.jpgAbriu à consulta a Biblioteca Digital Italiana, uma notável fonte de documentos de natureza diversa: catálogos, incunábulos, música, periódicos, obras de história e literatura e ciência, cartografia e fotografia. Esta biblioteca liga largas dezenas de fundos documentais, arquivos e bibliotecas que vinham digitalizando o seu património e inscreve-se no portal Internet Culturale.

Os jovens e a criação de conteúdos

De 2004 para cá o número de jovens norte-americanos – com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos – que produzem pelo menos um tipo de conteúdo na net aumentou de 57 por cento para 64 por cento.
Se as raparigas parecem preferir os blogs – cerca de 35 por cento delas ‘blogam’ e só 20 por cento deles o fazem – os rapazes parecem mais inclinados para a disponibilização de video – 19 por cento deles; 10 por cento delas.
Estes dados aparecem no mais recente estudo do Pew Internet & American Life Project, onde se pode ainda ler esta interessante constatação:

The survey found that content creation is not just about sharing creative output; it is also about participating in conversations fueled by that content.