Jornalismo “take away”

“O jornalismo está muito dependente dos assessores de imprensa e faz-se uma informação preguiçosa, que já está feita, “take away”. Há também muito jornalismo feito com fontes anónimas. Estamos a tentar inverter um bocadinho isso voltar a trazer as pessoas para a antena, ir ao terreno, recolher histórias. Faz falta o jornalismo que conte histórias, que não fale só do extraordinário, mas do ‘infra ordinário’, o que sustenta a realidade e que diz mais do nosso quotidiano”.

Daniel Cruzeiro, jornalista da SIC, entrevistado por Dina Margato (‘A investigação é o calcanhar de Aquiles do jornalismo’, Jornal de Notícias, 29.12.2007)

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2 thoughts on “Jornalismo “take away”

  1. Em Maio de 2001 escrevi o seguinte: “A Imprensa (no seu mais lato sentido) deixou de ter a sua própria personalidade jornalística, travestindo-se de acordo com o que os outros produzem, com o que os outros dizem e, o que é mais grave, com o que os outros querem que ela diga. Aliás, não deve haver na história de Imprensa mundial melhores jornalistas especializados no que os outros querem que eles digam, do que os portugueses (salvam-se algumas honrosas excepções). Acresce, para mal dos nossos pecados (digo eu), que muitos dos trabalhos publicados são feitos, ou têm origem, nas agências e ou assessores de imprensa”.

    Novidade? Nenhuma. A não ser que tudo contiua na mesma.

  2. Pingback: Ligeireza e esquizofrenia jornalística « digo eu…

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