Entidades reguladoras e literacia mediática

A Comissão Europeia acaba de apelar aos Estados membros que “encorajem as entidades reguladoras a envolver-se e a cooperar mais na melhoria dos níveis de literacia mediática da população” e a “desenvolver e implementar códigos de conduta e de co-regulação com todas as partes interessadas, no plano nacional”.

Num pronunciamento sobre educação para os media, a Comissão anuncia também que vai lançar, em 2008, um estudo com vista a avaliar os níveis de literacia mediática, articulado com o relatório sobre níveis de educação para os media previstos na nova directiva Serviços de Media Audiovisuais Sem Fronteiras. E sublinha três áreas em que considera ser crucial este investimento: a publicidade, a Internet (e especialmente os motores de pesquisa) e produção audiovisual.
Justificando esta medida, refere a Comissão:

“The media are changing, and so is citizens’ use of such media. New information and communication technologies make it much easier for anybody to retrieve and disseminate information, communicate, publish or even broadcast. The ability of people to critically analyse what they find in the media and to make more informed choices – called ‘media literacy’ – therefore becomes even more essential for active citizenship and democracy. Following an EU-wide survey last year, the European Commission has announced today its plans to encourage the development of media literacy and the exchange of good practice across Europe.
In a digital era, media literacy is crucial for achieving full and active citizenship,” said Information Society and Media Commissioner Viviane Reding. “The ability to read and write – or traditional literacy – is no longer sufficient in this day and age. People need a greater awareness of how to express themselves effectively, and how to interpret what others are saying, especially on blogs, via search engines or in advertising. Everyone (old and young) needs to get to grips with the new digital world in which we live. For this, continuous information and education is more important than regulation. (…)”

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