“O apelo do objecto técnico”

A FNAC de Braga (é verdade: Braga passou a ter uma, desde a semana passada) organiza, no próximo dia 29 (quinta-feira), pelas 18.30, uma sessão para lançamento do livro “O apelo do objecto técnico. A perspectiva sociológica de Deleuze e Simondon”, da autoria de José Pinheiro Neves (investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho) e editado pela Campo das Letras.
A apresentação estará a cargo de Moisés de Lemos Martins (Prof. Catedrático do Departamento de Ciências da Comunicação da UM) e de Adrian Mackenzie, Professor da Universidade de Lancaster – Inglaterra.
Neste ensaio a realidade interrogada é a hibridez da técnica, ou seja, é a técnica como animal (“espécie animal”, nas palavras de José Pinheiro Neves), é a liga que mistura orgânico e não orgânico, é o híbrido de humano e não humano, o híbrido de sensibilidade e inorgânico” (Moisés de Lemos Martins – prefácio).
O autor, doutorado em Sociologia com uma tese sobre a técnica nos tempos presentes – “A individuação técnica na actualidade” – , desenvolve pesquisas acerca dos efeitos sociais dos novos media no CECS (Centro de Estudos Comunicação e Sociedade) e acerca de agenciamentos sócio-técnicos no âmbito do CICS (Centro de Investigação em Ciências Sociais da U. Minho).

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Kindle – mais do que um suporte de livros e jornais?

Um pouco mais de 25 mil livros de ficção e mais do dobro de livros de não-ficção estão disponíveis para serem descarregados para o Kindle, um leitor de livros digitais que a Amazon acaba de lançar no mercado.

Kindle da Amazon

Pesando menos de 300 gramas (e cada grama a cerca de 1,3 euros), o Kindle esgotou pouco depois de ser lançado, por ruptura do stock. O reabastecimento está prometido para o final deste mês.

Dos livros disponíveis (para serem comprados) pode ser lido em regime de livre acesso o primeiro capítulo. Jornais e revistas bem como blogs podem também ser acedidos, mediante pagamento. Tudo é acedido através de um sistema de wireless cujo preço está incluído nos pagamentos das aquisições. Tudo a facturar para a Amazon, ficando sem se saber se os jornais e blogs recebem ou não parte das verbas cobradas.

A grande dúvida: salvaguardadas as limitações que a actual versão pelos vistos comporta (e que poderão ser rapidamente ultrapassadas), habituar-nos-emos a ler no ecrã? Se a definição ajudar, creio que isso vai acontecer. E assistiremos seguramente a novos hibridismos e convergências.

Comentários sobre o novo gadget, por exemplo: no Transnets, no BoingBoing, no X-primo.

ACT.:
Kindle: au soleil comme au lit