Céu Neves e Raquel Marinho

O Prémio de Jornalismo “Direitos Humanos, Tolerância e Luta contra a Discriminação na Comunicação Social” foi este ano atribuído à jornalista do DN Maria do Céu Neves (na categoria de imprensa escrita) e à jornalista da SIC Raquel Marinho (na categoria de Meios Audiovisuais).
O galardão é promovido anualmente pela Comissão Nacional da UNESCO e pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social, tendo o júri sido constituído por Guilherme d’Oliveira Martins e pelos jornalistas Ana Sousa Dias e José Solano d’Almeida.
Céu Neves foi premiada pela série de artigos “Vida de Imigrante”, publicados no Diário de Notícias, enquanto Raquel Marinho foi distinguida pela sua peça “Na Outra Pele”, emitida pela SIC.
O júri decidiu ainda atribuir Menções Honrosas aos trabalhos “No Pintcha” de Bárbara Alves da Costa, apresentado na SIC, “Aos seus Lugares” de José Carlos Barreto e Mesicles Helin, apresentado na TSF Rádio Notícias e “Djunta Mo” de Teresa Maia e Carmo, apresentado no Centro Nacional de Apoio ao Emigrante, RTP2 e RTP África.
Os Prémios serão entregues no dia 16 de Novembro, dia da UNESCO e da Tolerância, em Sessão Pública que decorrerá pelas 18H30 na Sala dos Espelhos do Palácio Foz.

Comentário: Creio que os cidadãos gostam de saber deste tipo de prémios (ainda que os prémios que por aí existem não sejam todos iguais). Mostram que há muita qualidade no jornalismo português que múltiplos factores nem sempre deixam evidenciar-se. E, por isso mesmo, seria de esperar que, quando acontecem, todos os media os noticiassem. Ora o que vemos, também neste caso, é que a tendência é para destacar o assunto se tiver sido algum dos da casa e secundarizar ou silenciar se for do vizinho ou da concorrência. Não se presta, com isso, grande serviço nem aos cidadãos nem ao jornalismo.

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“Fraude”

“O debate de terça-feira foi o inverso do prometido pelos media, que fabricaram a fraude do ‘duelo’ Santana Lopes-Sócrates. O líder parlamentar do PSD incentivou a fantochada por ser do seu interesse político e pessoal. Porque digo que a fraude foi fabricada? Porque o nosso sistema parlamentar não permite “duelos”, é multipolar, não bipolar. (…) Ao seguir a estratégia egoísta de criar expectativas de bipolarização do debate (de o concentrar em si mesmo), Santana cometeu um erro grosseiro. E os media foram incompetentes e enganaram os leitores e audiências ao fomentarem a expectativa (…)”.

Eduardo Cintra Torres, in Público, 11.11.2007