Breves

Jornalistas precários – “Ninguém sabe, com rigor, quantos jornalistas precários há em Portugal. Sabe-se que são muitos, entre contratados a prazo, trabalhadores à peça, «free lancers» e outras modalidades criadas pela imaginação das administrações”. O problema será objecto de debate no programa da RTP2 Clube de Jornalistas (hoje, depois das 23.30).

Nesletter nº 1 da SOPCOM – Acaba de ser publicado o primeiro número de uma newsletter da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). De periodicidade mensal, “informará sobre a actividade de ensino e investigação em Ciências da Comunicação desenvolvida por essa país fora nas instituições de ensino superior”.

Biblioteca Digital Mundial – Uma espécie de nova Biblioteca de Alexandria em formato digital, reunindo grande parte do património bibliográfico e multimédia da Humanidade é o que se propõe ser esta iniciativa da UNESCO, que apresentou recentemente o protótipo.

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros – Já foi disponibilizada pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) a versão final do código recentemente aprovado, na sequência da revisão do anterior que vigorava há cerca de 20 anos.

Encontro de webTV’s – A Associação Portuguesa de Imprensa organiza, depois de amanhã, no Palácio Foz, em Lisboa, um encontro aberto a todas as televisões que emitem na Internet.

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“Um país distante”

“Quem ontem tivesse visto a SIC/Notícias durante o debate do Orçamento de Estado julgaria que o aparelho de TV havia enlouquecido ou apanhara o comando e fazia “zapping” por sua própria conta. Nas intervenções do primeiro-ministro, dava o Canal Disney e passava o filme de fantasia mais visto dos últimos dois anos, “O mundo perfeito”, acerca de um país distante onde tudo corre bem e a cores, o Governo governa, não há pobreza, desemprego, insegurança, o Benfica ganha campeonatos (…) começava a falar a Oposição e, de repente, a TV saltava para um filme “gore” no Canal Action; então, estava o espectador suspenso (iria a ministra da Educação comer as criancinhas?, o ministro da Saúde conseguiria fechar mais maternidades e urgências e abrir mais morgues?, o ministro das Finanças iria apropriar-se, depois da carteira, também do cotão do bolso dos contribuintes?), pedia a palavra Santana Lopes e via-se, alternadamente, uma comédia no Canal Happy e uma reposição de “O leão da Estrela” na RTP Memória. (…)”.

Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 7.11.2007