“João Pacheco” há muitos

Comentando o discurso do jornalista João Pacheco, Prémio Gazeta Revelação 2006 do Clube dos Jornalistas, no acto da entrega do prémio, em que denunciou a situação de precariedade das condições de trabalho de tantos colegas de profissão, escreve o leitor José Lopes, de Ovar, nas cartas ao director do Público de hoje:

“(…) [A] sua situação não é de facto uma excepção. É na verdade generalizada. Esta forma de exploração nos jornalistas não tem limites, vai da imprensa dita de referência, dos jornais às televisões e atinge igualmente a imprensa regional e local. O testemunho acutilante e hoje verdadeiramente corajoso, mesmo tratando-se de um jornalista, ao falar da ausência de contratos de trabalho, do uso e abuso dos recibos verdes, da falta de direitos, ou de tantas outras formas, mesmos as mais inacreditáveis, como a insolvência total de qualquer relação laboral minimamente aceitável, em que se arrastam sobretudo jornalistas em fase inicial da sua profissão, com a precariedade a atingir todos os limites da subexploração. Há muito se exigia uma voz da classe que perante tanta hipocrisia política desse rosto a uma dura realidade, que para alguns recém-chegados representa exercer actividade como se fosse um trabalhador clandestino, porque de facto o é, ao não ter qualquer vínculo por mais precário que seja. Isto acontece e é praticado por pseudo novos empresários sem escrúpulos no sector (…)”.

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