Caso Maddie: verberado abuso de fontes anónimas

“O uso de fontes anónimas deve ser uma excepção e, se usado, exige critérios muito rigorosos, tendo em conta o risco de promover o boato e a especulação” – considera, em comunicado, o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas a propósito da cobertura do desaparecimento de Madeleine McCann.
Procurando evitar que “eventuais atropelos às regras deontológicas não sejam repetidos no futuro”, as recomendações daquele órgão exprimem o desejo de que os jornalistas “tenham um especial cuidado na exposição de informação da esfera privada de eventuais suspeitos, arguidos ou réus antes de uma eventual sentença transitar em julgado”.
“Não podem os jornalistas assumir o papel de proponentes de teses, sem fundamentação justificada, sobre o eventual iter criminis (história do eventual crime)”, sustenta o comunicado.
Para o Conselho Deontológico, “a informação veiculada por fontes confidenciais, se não apoiadas em documentos oficiais, requer sempre uma investigação subsequente por parte do jornalista para a sua confirmação. Nunca deve o jornalista usar simplesmente a fonte anónima, a fonte próxima, a fonte fidedigna para credibilizar uma informação sobre uma matéria em que não haja certezas, por isso alimentar a especulação e o boato”.

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