Acaba de sair Creative Destruction: An Exploratory Look at News on the Internet, A report from the Joan Shorenstein Center on the Press, Politics and Public Policy, John F. Kennedy School of Government, Harvard University
Prepared by Thomas E. Patterson

Our evidence suggests that the Internet is redistributing the news audience in a way that is pressuring
some traditional news organizations. Product substitution through the Web is particularly threatening to
the print media, whose initial advantage as a “first mover” has all but disappeared. The Internet is also a
larger threat to local news organizations than to those that are nationally known. Because the Web reduces
the influence of geography on people’s choice of a news source, it inherently favors “brand
names”—those relatively few news organizations that readily come to mind to Americans everywhere
when they go to the Internet for news.
Although the sites of nontraditional news organizations are a threat to traditional news organizations, the
latter have strengths they can leverage on the Web. Local news organizations are “brand names” within
their communities, which can be used to their advantage. Their offline reach can also be used to drive
traffic to their sites. Most important, they have a product—the news—that people want.

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Na morte de Claude-Jean Bertrand

Faleceu Claude-Jean Bertrand, professor jubilado da Universidade de Paris II, há muitos anos dedicado à investigação e divulgação de sistemas de responsabilização dos media.

Um defensor do papel sócio-cultural e político dos meios de comunicação, Bertrand entendia que nem o Estado nem o Mercado poderiam assegurar, por si mesmos, a qualidade desses meios. “Os dois são indispensáveis, mas ambos são perigosos. E não podemos esperar que um neutralize o outro”, escreveu num dos seus livros.
Onde vê ele,então, um caminho de solução? Nos sistemas de responsabilização dos media (MAS – de Media Accountability Systems), tais como os códigos de conduta, os provedores, a informação e crítica sobre os media, a investigação científica, os conselhos de Imprensa, a alfabetização mediática…. Instâncias, que podem, pelo menos em alguns casos, juntar profissionais dos media e utilizadores/membros da audiência.

“É necessário – escreveu ele no prefácio de um dos seus livros, em 2002 – que os cidadãos activos que desejam melhorar este serviço público crucial que são os veículos de comunicação, que os futuros jornalistas actualmente nos bancos escolares, que os jornalistas em actividade submetidos frequentemente a pressões ilegítimas, que os patrões da mídia conscientes da rentabilidade de uma mídia de qualidade, saibam que existe todo um arsenal de armas pacíficas, capazes de garantir ao mesmo tempo a liberdade e a excelência dos meios de comunicação”.

Em Portugal, Claude-Jean Bertrand tem publicado o seu livro A Deontologia dos Media, pela Coimbra-Minerva (2001). No Brasil, vários dos livros do autor estão traduzidfos em português.