Será que dá?

Não é todos os dias – sobretudo nos tempos que correm – que assistimos ao lançamento de um grande jornal ou, pelo menos, de um que se propõe sê-lo. Este surgirá, já depois de amanhã, em Espanha, com uma tiragem de 250 mil exemplares distribuídos por quatro edições, envolvendo 140 jornalistas e apostando na infografia, nas grandes fotos e em artigos curtos. E a 50 cêntimos, metade do preço dos concorrentes, uma espécie de meio termo entre os gratuitos e os pagos.
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Politicamente há quem veja o Público como um respiro para o governo Zapatero, depois que El País enveredou, nos últimos anos, por uma linha de maior distanciamento. Mas o responsável editorial da empresa que o publica, a Mediapro, desvaloriza o assunto, notando que a política nem sequer será o principal tema deste novo diário.
Num país em que, como recorda The Editors Weblog, 40 por cento dos que lêem jornais o fazem com a imprensa gratuita (mas em que os jornais pagos têm mantido uma circulação estável), vai ser interessante acompanhar a entrada do Público espanhol no mercado – sabendo-se que quer recusar o sensacionalismo, mas não deixando de ser ousado e vivo no grafismo.

Este Público terá uma única redacção para a versão impressa e para a digital e será dirigido por um conhecido blogger espanhol, Ignacio Escolar, de 31 anos, idade que corresponde também à média etária da redacção.

Será este exemplo de hibridismo “um novo modelo editorial e de negócio ou apenas um novo passo para se converter em gratuito”? À pergunta de The Editors Weblog só o tempo dará a resposta.

Para saber mais: “Todo lo que siempre quiso saber sobre Público“.

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