Eclipse (quase total) da informação

“(…) Há, no entanto, um ponto que me parece importante [na cobertura do caso Maddie]: por muitos excessos que os pais de Maddie tenham cometido no esforço de manter a atenção dos media sobre o caso, nem por isso os media têm agora o direito de os ‘castigar’, assim à maneira de ‘eles aproveitaram-se de nós quando lhes dava jeito, agora levam connosco em cima mesmo que não queiram’. Por muito que nos custe, a informação não pode tornar-se num jogo de vinganças ou ajustes de contas.  E um excesso cometido de um lado não justifica que se lhe responda com um excesso ainda maior. Afinal de contas, se alguns órgãos de comunicação se ‘enterraram’  até ao pescoço na defesa de uma certa ‘causa’ e agora se sentem defraudados ou iludidos, não foi porque os pais de Maddie os obrigaram a isso – foi porque quiseram, conscientemente, cavalgar essa onda. Ou seja: foi porque abdicaram do seu papel de órgãos de informação. Sublinho: de informação”.

Joaquim Fidalgo, Entre a informação e os ajustes de contas, Público, 12.Set. 07

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