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LivroSara“A Minha TV é um Mundo – Programação para crianças na era do ecrã global” é o título da obra que a Prof. Sara Pereira, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho vai apresentar, numa sessão que decorrerá dia 6, quinta-feira, a partir das 18.30, no campus de Gualtar, no quadro do 5º congresso da SOPCOM.
O estudo, que resultou de uma tese de doutoramento da autora, de que foi já publicado um outro volume na colecção de comunicação na Porto Editora, é prefaciado pela Dra Maria Emília Brederode Santos e tem a chancela da Campo das Letras.

«O título “A minha TV é um mundo” foi sugerido por duas crianças, uma de 8 e outra de 11 anos, num momento em que procurava uma designação para esta obra. A ideia pareceu-me excelente uma vez que é precisamente o mundo – local e global – da TV para crianças que se pode encontrar neste livro», explica a autora.
O âmbito geral da obra é-nos explicado deste modo:
«Iniciando a digressão pelo conceito, estratégias e lógicas da programação televisiva, o leitor é depois convidado a entrar no mundo da programação para a infância para conhecer as grandes tendências internacionais, as questões que se colocam na sua concepção bem como o negócio que despoleta. Longe de ser um processo simples e linear, a programação para a infância apresenta-se como uma actividade pensada estrategicamente em função dos gostos, interesses e preferências imputadas à audiência, de ritmos sociais, dos recursos e orçamento dos próprios operadores, dos produtos disponíveis nos mercados internacionais, das programações concorrentes, entre outros factores. Como será possível verificar, a construção de um espaço para crianças numa grelha de programação, embora seja um processo local, recorre a estratégias, dinâmicas e produtos internacionais que fazem da televisão uma espécie de ecrã global. Caberá aos telespectadores, mas também aos profissionais do meio televisivo, fazer a mediação entre o local e o global numa tentativa de “glocalizar” os conteúdos. Esta é precisamente uma das questões recorrentes no debate sobre a qualidade da televisão para crianças, a par de outras como a diversidade, a identidade cultural e a regulamentação que aqui são discutidas.»

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comunicacao11Vai ser apresentada também depois de amanhã, ao fim da tarde, em Braga, o nº 11 da revista Comunicação e Sociedade, um número cujo tema central é “A Regulação dos Media em Portugal”, dando conta das intervenções numas jornadas sobre o tema realizadas em Maio de 2006, na Universidade do Minho.

A revista, que é editada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, tem o seguinte índice:

NOTA DE ABERTURA
A nova entidade reguladora no quadro das políticas de comunicação em Portugal, Manuel Pinto e Helena Sousa

CONFERÊNCIA INAUGURAL
– A hetero-regulação dos meios de comunicação social, Augusto Santos Silva

POLÍTICA E REGULAÇÃO: FUNDAMENTOS E PROBLEMATIZAÇÕES
– Ética e deontologia no fenómeno da comunicação, Rui Assis Ferreira
– Notas sobre “O lugar da ética e da auto-regulação na identidade profissional dos jornalistas”, Joaquim Fidalgo
– Entidades reguladoras: três décadas de reticências, Manuela Espírito Santo
– Bloqueios e desafios da regulação do audiovisual em Portugal, Francisco Rui Cádima

NOVOS DESAFIOS À POLÍTICA E À REGULAÇÃO DOS MEDIA
– Concentração: os desafios à entidade reguladora da comunicação social, Elsa Costa e Silva
– Regulação, mercado e políticas de comunicação, Pedro Jorge Braumann
– A regulação da televisão para crianças em Portugal: estado da situação e propostas de acção, Sara Pereira

REGULAÇÃO, AUTO-REGULAÇÃO E EMPRESAS MEDIÁTICAS
– Pensar a regulação dos media numa sociedade em mudança, Estrela Serrano
– Dos excessos da TV generalista: retratos da informação semanal emitida em horário nobre, Felisbela Lopes
– O imperativo da regulação participada, Alfredo Maia

VÁRIA
– A Europa Comunitaria e a súa tendencia á descentralización no ámbito audiovisual, Antía López Gomez
– A ficcíon audiovisual contemporânea: as accións nucleares e as catálisis no modelo narrativo linear dominante, Enrique Castelló Mayo
– Imagens publicitárias: jogos do olhar, género e sexualidades, Zara Pinto-Coelho
– Secularização e espaço público, Joaquim Costa