Sobre o Estatuto do Jornalista

Está intenso (e ainda bem…) o debate sobre o novo Estatuto do Jornalista, aprovado há semanas no Parlamento e dependente, agora, da  promulgação pelo Presidente da República. O debate tem mobilizado (e ainda bem…) muitos jornalistas, como é patente pelas centenas de nomes que integram o abaixo-assinado posto a circular pelo “Movimento Informação é Liberdade“, e de que se tem dado notícia neste blogue. A discussão, contudo, tem revelado (e ainda mal…) que muita gente não sabe exactamente do que é que se fala quando se fala, em termos muito genéricos, do novo Estatuto do Jornalista e das suas eventuais ameaças à liberdade de informação ou à liberdade dos jornalistas. No sentido de contribuir para que o debate se processe de modo mais informado, conduzindo a argumentações sobre os aspectos  concretos que constam da letra da lei e não apenas (ou sobretudo) sobre as supostas intenções que lhe subjazem, permito-me sugerir a leitura de um pequeno texto que escrevi há cerca de dois meses e que tenta, de modo muito sintético, sumariar os principais pontos de controvérsia do novo diploma. É um texto que será em breve publicado, no âmbito de um trabalho colectivo mais vasto,  intitulado “Anuário 2006 – A comunicação e os media em análise“, da autoria do projecto Mediascópio (Universidade do Minho), a que estou ligado – tal como grande parte dos membros deste blogue.

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6 thoughts on “Sobre o Estatuto do Jornalista

  1. Com certeza, uma assinalável capacidade de mobilização, de algum modo complementar à bem mais vasta recolha de assinaturas promovida pelo Sindicato dos Jornalistas, em termos similares e em tempo útil, à qual – quero acreditar que não por preconceito – faltou a adesão da comissão pró-ordem que constitui o núcleo duro do MIL…

  2. Comunista? Já agora, além de imbecis e criminosos também apostamos nos preconceitos?

    E assim se vão escrevendo os últimos capítulos do jornalismo português.

  3. Adenda à mensagem anterior:

    Até compreendo todos aqueles jornalistas que saltaram das Redacções para se tornarem criados de luxo (assessores) do poder vigente e que, acabada a mama, regressaram às Redacções para importantes cargos de chefia ou direcção.

  4. Comunista?!… Não será o caso, mas isso também não importa. O meu comentário é o de um jornalista que não aprecia jogos de poder, particularmente quando pouco transparentes. Mas esse comentário, PVSousa, espelha com clareza o tipo de preconceitos a que me referia.

  5. Não se chateie, POS, referia-me à maneira de escrever, ao discurso tipo cassete. Não quer dizer que não concorde com o conteúdo!

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