Quando o jornalismo intervém no desenrolar dos acontecimentos… (ACTUALIZAÇÃO)

Na senda da mais recente pista na insvestigação do desaparecimento de Madeleine McCann, há uma pergunta que fica para já no ar: até onde devem ir os jornalistas para investigar um caso? Devem os jornalistas, em nome da procura da verdade, empreender investigações paralelas, como a que parece ter decorrido esta manhã com a contratação de civis que percorreram com cães a zona assinalada na nova pista?

Sendo certo que todos os meios se justificariam para um desfecho desta história, até onde devem ir os jornalistas para conseguir uma notícia? É esse o objectivo, não é? Conseguir uma notícia… ou a notícia! Independentemente de um certo altruísmo ou de uma certa solidariedade com esta história, o que é que motiva este envolvimento dos jornalistas? Não tenho respostas nem sinto segurança para ajuizar sobre a correcção ou não dos procedimentos jornalísticos. Mas diria que podemos reflectir um bocadinho sobre estas práticas, porque os jornalistas já não fazem apenas o relato do que acontece… podem mesmo fazer acontecer.

ACTUALIZAÇÃO: Ver texto do Público “São os media, não a polícia, quem investiga nova pista no Algarve” (edição de 15 de Junho, p.14)

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