Regressa o ‘Intima Fracção’

Passados mais de três anos sobre a sua retirada da grelha da TSF, o programa Íntima Fracção volta, dentro de escassos minutos, a uma antena nacional: o ‘novo’ Rádio Clube Português.

Este programa de culto, da autoria de Francisco Amaral, viveu discretamente, durante estes anos, na net (podcast) e na Rádio Universidade de Coimbra.

Podemos agora ouvi-lo semanalmente, nas noites de domingos para segunda, entre a meia-noite e as 2 h.

Mais parra que uva

O já chamado ‘caso Charrua’ estende-se hoje, no Público, por duas páginas. A peça “Caso Charrua causa mal-estar no PS”, que ocupa toda a página 6, tem, porém, uma particularidade: lemo-la de fio a pavio e não encontramos nela o que o título diz.

As partes do texto vagamente ligadas ao título são estas:

A permanência de Margarida Moreira na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) depois do caso Fernando Charrua está a avolumar o mal-estar no PS-Porto. A oposição ao líder federativo, Renato Sampaio, apenas estará à espera da reunião da comissão política, marcada para o dia 4 de Junho, para pedir contas sobre um caso cujos estilhaços atingiram o próprio primeiro-ministro. As dificuldades para o líder do PS-Porto são óbvias: é um apoiante de primeira hora de José Sócrates e foi por ele que passou também a nomeação da actual directora regional. Mas as proporções que o assunto assumiu extravasaram já para a Assembleia da República, pondo em xeque a própria ministra da Educação, que se refugia no facto de o inquérito disciplinar estar ainda a correr para não se pronunciar.

(…) Há quem exija a demissão de Margarida Moreira da DREN, mas o PS não estará interessado em precipitar a queda, dando, assim, argumentos à oposição, que vem clamando contra um clima intimidatório e de perseguição fomentado por medidas do executivo de Sócrates.

Tenho a maior consideração pelos dois jornalistas que assinam o trabalho e sei bem como, frequentemente, quem escreve as peças não é quem faz, em definitivo, os títulos. Não pretendo, por outro lado, negar que possa existir mal-estar no PS sobre este caso. Mas era de esperar do Público que, dando tanto destaque ao assunto, a ponto de o chamar para a primeira página e de lhe conceder a extensão que concede, nos desse mais uva e menos parra.

“A Casa Encantada” de Bénard da Costa

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Para mim, uma das razões pelas quais vale a pena comprar o Público ao domingo é a crónica de João Bénard da Costa. Com a de hoje, chegou à nº 200 e já lá vão quase cinco anos de ‘A Casa Encantada’. Motivo de agradecimento a José Manuel Fernandes, que o convidou a escrever no jornal e, evidentemente, ao próprio cronista, em quem a idade não significa velhice, mas sabedoria.

Hoje, além do motivo da ‘celebração’ das 200 crónicas e da sua já extensa trajectória de cronista de Imprensa (34 anos repartidos pelo Expresso, Diario de Notícias, O Independente e Público), o autor discorre à volta das versões da caixa de Pandora (“uma das mil formas de encantar a casa que supostamente me encantou”, diz Benard da Costa).