‘Portugal’ a mais?

Simon Jenkins escreveu há dias, no espaço ‘Comment is Free’ do Guardian, um texto polémico sobre a forma como o jornalismo britânico está a lidar com o desaparecimento da criança na Praia da Luz, aproveitando o exemplo para alargar a sua análise ao tópico mais genérico da responsabilidade social dos media.
Dizia Jenkins:

The coverage has been absurdly over the top and cannot have served the interests of the family, or the eventual cause of justice

…acrescentando que até mesmo a BBC se havia envolvido num frenesim:

Madeleine has become Maddy, an angel face in the clutches of a monster. (…)  No aspect of the case was left intact by invading armies of counsellors, paediatricians, psychologists, criminologists and trauma consultants. “Every parent’s nightmare” became the nation’s nightmare. Families closed their doors to the world, hugged their children close and cursed Portugal.

O caso, dizia Jenkins, era apenas mais um exemplo de uma Imprensa que se comporta de forma abusadora:

In this spirit I must constantly remind myself that the British media does not do responsibility. It does stories. And stories tell better when they are about individuals, not collectives. The media is unconcerned with what people like me find decorous or important. It kicks down doors and exposes the hidden corners of the human condition. It fights competition, plays dirty and disobeys the rules. There is nothing it finds too vulgar or too prurient for its wandering, penetrating lens.

No mesmo dia, Kevin Bakhurst, da BBC, defendia a postura da sua empresa com base em dois argumentos muito eficazes – a necessidade de manter informado o público sobre um assunto que claramente adquiriu proporções consideráveis e a aposta numa postura distante do rumor e da especulação.

Talvez fosse interessante trocar uma ou duas palavras sobre o que por cá se fez: como (e lembro-me de uma repórter da RTP absolutamente histérica no dia da detenção do Sr.Murat, usando e abusando de expressões condenatórias), porquê (e porquê tão mais neste caso do que em casos de crianças portuguesas?), e para quê?

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O que procuram os portugueses na Net

A mais recente newsletter da Marktest publica alguns dados do Netpanel relativos aos termos mais procurados na Internet (base: portugueses de quatro e mais anos que navegam na Internet em suas casas). É interessante compará-los com os anos anteriores:
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