‘Outsourcing’ no jornalismo

Aquilo que os jornalistas há muito se habituaram a cobrir noutros sectores empresariais está agora a cair-lhes em casa – a tendência para o ‘outsourcing’ (compra de produtos ou serviços fora da empresa, com o fim de economizar nos custos) parece estar a crescer no jornalismo, nos últimos anos. Até no noticiário local!

Um caso relatado pelo Los Angeles Times de sexta-feira não podia ser mais eloquente: o editor do site Pasadena Now, na Califórnia, contratou o serviço de dois jornalistas indianos, um de Bombaim e outro de Bangalore, para cobrir – imagine-se! – as reuniões do City Council … de Pasadena. De que modo? Muito simples: as reuniões são transmitidas por webcast. Os jornalistas indianos organizam-se de modo a seguir esse serviço de agenda e escrevem as suas peças com base naquilo que entendem ser mais relevante.

O director da Online Journalism Review, que vive naquela cidade, e a quem devo a informação, dedica o seu post mais recente ao assunto. Sob o título “Should publishers outsource journalism?“, contextualiza a iniciativa de forma bastante completa, e deixa o seu ponto de vista: “A atitude por detrás do outsourcing reflecte em grande medida o que vai mal na prática do jornalismo dos nossos dias”.
Comentário de Dan Gillmor: “For the money he’s paying, he could hire local bloggers. They’d do it better, with more perspectives — and have the advantage of, uh, being there”

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2 thoughts on “‘Outsourcing’ no jornalismo

  1. A avaliar pelas queixas de muitos “finalistas” de Jornalismo e aqueles que andam à procura do 1º emprego, já há outsourcing por cá, dos jornais às televisões. A “aposta” nos jovens dá para poupar em feriados, pernoitas, até refeições sem chamar os profissionais à liça.
    Nada de novo. Aqui só não se quer ver. É como a autocensura implícita, que todos reconhecem mas ninguém aponta o dedo.

  2. Pingback: #2007.0018 as favas da globalização | Fractura.Net

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