Fim da Imprensa: “lenga-lenga apocalíptica”?

“(…) Essa lengalenga apocalíptica do fim da imprensa e sua transferência imediata para a virtualidade da internet revela um desconhecimento dos desdobramentos e acomodações do processo histórico. Convém àqueles que não estão interessados em desenvolver os fundamentos originais do jornalismo – mantidos com muita vitalidade e criatividade nas mais importantes publicações do mundo. O jornalismo impresso não foi afetado pelas diferenças idiomáticas e culturais, seus traços essenciais podem ser identificados nos quatro cantos do mundo, testados diariamente nas mais dramáticas circunstâncias. Os defensores do corte abrupto são na verdade defensores do fim da história, agentes da política de terra arrasada e do voluntarismo tipo ‘depois de mim, o dilúvio’.(…)”

As afirmações, feitas no texto O futuro do jornalismo impresso, da autoria de Alberto Dines, no Observatório da Imprensa, parecem-me mais pertinentes para o jornalismo tout court do que para o jornalismo impresso.  E o leitor?