O assassino manda flores

Foi correcta a decisão da rede de televisão norte-americana NBC de veicular no ar o vídeo, as cartas e as fotos que recebeu de Cho Seung-hui, coreano que matou 32 pessoas em uma universidade da Virgínia? A emissora desrespeitou os amigos e parentes dos mortos ao tornar público o que um âncora da emissora chegou a chamar de pacote multimedia? O Provedor do Leitor de um dos principais jornais brasileiros respondeu às perguntas:

“Existem situações em que não se recomenda divulgar cenas que provoquem dor profunda. Há outras em que o dever de informar é mais forte. É uma decisão às vezes dramática. Acho que a NBC (e os que a seguiram) acertou em expor o material. Havia interesse público em conhecer a mente do monstro por sua própria voz.”

(Mario Magalhães, ombudsman da Folha de S. Paulo, edição deste domingo, 22/05/07)