Em consumo de TV poucos nos batem

Mais de três horas e meia de televisão por dia foi quanto os portugueses maiores de três anos viram, nos primeiros três meses de 2007, segundo dados da Marktest Audimetria/MediaMonitor. As crianças foram o grupo que menos televisão consumiu e os mais idosos os mais fortes consumidores, a fazer fé nas medições do audímetro. Comparativamente com o período homólogo de 2006, os indivíduos pertencentes aos grupos sociais mais pobres baixaram um pouco no tempo gasto com o pequeno ecrã. Em contrapartida, o segmento etário dos 25-34 anos foi aquele que, em igual período, maior subida registou.
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Dar voz a quem?

A  postura de Mark Deuze num seminário internacional sobre jornalismo participativo que teve lugar há dias (sugestão recolhida no Ponto Media) parece ter sido bastante contundente.
Deuze junta todos os indícios visíveis de fluidez na actividade – os despedimentos de jornalistas, a produção sub-contratada de conteúdos, o crescimento do dito ‘trabalho atípico’ (não vinculado, precário), a aposta no conteúdo-gerado-pelo-utilizador (USG) e a aposta em espaços de participação comunitária – e pergunta: mas quem são então estes cidadãos a quem se pretende dar voz? Quem são estas pessoas que vão elaborar as notícias para eles próprios?

The same people that used to be of primary interest to the advertisers sponsoring mainstream news in the first place: affluent, white, middle class and largely suburban households.
Giving voice to the voiceless? Don’t make me (horse) laugh.

Face à internet – parece dizer-nos Mark Deuze – as empresas preferem encontrar formas de fazer subsistir o modelo de negócio tradicional a refundar toda a operação; as empresas preferem reduzir custos, reduzir custos, reduzir custos…e tanto melhor se isso aparecer decorado com as cores da ‘participação’.