“A dimensão educativa da televisão na era digital”

TVdigitalO Prof. José Manuel Pérez-Tornero profere amanhã, quinta-feira, dia 12, às 15h00, no anfiteatro B2 do Campus de Gualtar da Universidade do Minho, uma conferência sobre “A dimensão educativa da televisão na era digital”.

Esta iniciativa, de entrada livre, decorre de uma colaboração entre a RTP e o Instituto de Ciências Sociais da UM, no âmbito dos 50 anos de vida do operador público de televisão, e servirá igualmente para uma demonstração-apresentação do canal RTP Mobile.

(A conferência poderá ainda ser acompanhada, em directo, através do serviço  de comunicações da UM)

A sessão será aberta pelo presidente do Instituto de Ciências Sociais, Prof. Moisés de Lemos Martins, segue-se a conferência do Professor Pérez-Tornero, que contará com comentários do Engº Rui Matos, Sub-director de Sistemas e Manutenção da RTP, e do Dr. José Alberto Lemos, Director da RTP-N. A moderação caberá ao Prof. Manuel Pinto, Director do Centro de Estudos Comunicação e Sociedade (CECS).

José Manuel Pérez-Tornero é catedrático e investigador do Departamento de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Barcelona, onde dirige o Gabinete de Comunicação e Educação. Enquanto especialista em alfabetização digital, foi um dos peritos escolhidos pela União Europeia para relançar a educação para os média no espaço comunitário.

No final da sessão será feito o lançamento de dois livros, que acabam de ser editados pela Porto Editora: um da autoria do conferencista (“Comunicação e Educação na Sociedade da Informação – Novas Linguagens e Consciência Crítica”); e outro de Sara Pereira, docente do Instituto de Estudos da Criança e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (“Por Detrás do Ecrã: Televisão para Crianças em Portugal”).

Cinco anos

Este blogue completa hoje cinco anos de vida. Qualquer dia entra para a primária (1º ciclo tem menos graça) e começa a aprender a sério.

Assim vamos nós

Assim vamos nós: “mobilizados” para uma entrevista com o primeiro-ministro, que tem como motivo de expectativa não propriamente conhecer o que está ou não a ser feito para melhorar a qualidade de vida e a justiça social no país, mas para saber em que circunstâncias ele obteve (e geriu pública e politicamente) as suas qualificações académicas.

É este o país que temos.

Breves

Bill Kovach no Clube de Jornalistas –  A edição de hoje do programa  “Clube de Jornalistas” é preenchido com a conversa entre o jornalista norte-americano Bill Kovach e os jornalistas Patrícia Fonseca, Dina Soares e Martim Cabral. O programa vai para o ar na RTP2 depois das 23.30.

Mudanças no Diário de Notícias –  Novos suplementos e um retoque no grafismo são algumas das novidades que o DN apresentará a partir de sexta-feira, dia 13. O jornal volta a criar a figura do Gabinete Editorial que produzirá diariamente a opinião oficial do jornal. DN Sport e DN Bolsa são os novos suplementos e DN Televisão a nova revista a editar com o diário.

Máquinas fotográficas digitais – A taxa de posse de máquinas fotográficas digitais nos lares portugueses cresceu de 7,7% em 2002 para 43,1% em 2006, segundo o estudo Consumidor, da Marktest. Ao mesmo tempo, as máquinas tradicionais apresentam uma tendência de queda, ainda que com um peso (53%)  superior às digitais.

“Não há inocentes nesta história”

“(…) Não há inocentes nesta história, nem os marines, nem o Governo, nem os jornais de Murdoch ou outros, porventura menos lestos a pagar para conseguir um bom escândalo que faça as tiragens disparar. A questão é outra. É saber onde estão os limites. A lógica da mediatização absoluta somada à lógica do hedonismo absoluto tem necessariamente como resultado sociedades que começam a perder as referências e os valores, que não suportam o sacrifício, que suportam mal o sentido do dever e da responsabilidade individual (o contrário da democracia liberal), que querem tudo para hoje e não para amanhã, que não vêem muito para além do espectáculo mediático onde o cortejo de responsáveis políticos, o crime do dia e os 15 segundos de fama de um qualquer cidadão passam num contínuo sem distinção de contexto ou de distanciamento ou de reflexão (…)”.

Teresa de Sousa, in Público, 11.04.2007