Futuro do jornalismo face aos novos media

the-future-of-news.jpgOliver Reichenstein, director executivo de uma agência de design estratégico japonesa, acaba de publicar na web The Future of News – how to survive the new media shift.

A chamada “análise SWOT” (acrónimo de strenghts, weaknesses, oportunities and threats) poderiaser aplicada à análise dos media tradicionais ou da Imprensa, por exemplo isso já foi certamente feito. Reichenstein dá como adquiridas as primeiras duas dimensões e, no trabalho referido, centra-se nas duas últimas.

Como ponto de partida uma ideia que vai fazendo o seu caminho: “News organisations cannot continue to ignore the global shift from institutionally controlled media to user controlled media. They have to redefine their
processes and face the obvious question: Do we still need old media for news?”.

Baixa a audiência da Imprensa Regional

A Imprensa Regional sofreu em 2006 uma quebra de audiência de mais de seis pontos percentuais relativamente ao ano anterior, de acordo com dados da edição de 2006 do Bareme Imprensa Regional, da Marktest.

A repartição da audiência é, contudo, bastante desigual no território do Continente (a empresa de audimetria não cobre as regiões autónomas). De facto, os distritos de Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Aveiro, Braga e Leiria alcançam audiências significativamente superiores à média do país, ao contrário dos de Lisboa e Porto, que apresentam os números mais baixos. Ainda assim, o distrito do Porto lidera em número de jornais publicados.

Investigação sobre “jornalismo dos cidadãos”

O jornal norte-coreano OhmyNews acaba de lançar uma investigação jornalística sobre o fenómeno do “jornalismo independente feito por cidadãos” no plano internacional, propondo-se igualmente constituir a breve prazo uma rede de experiências à escala global. A investigação, a fazer com o contributo da rede de repórteres internacionais daquela publicação, terá também seguimento num centro de recursos a criar para apoio ao jornalismo “colaborativo e open source”.