A extinção dos jornais

«… jornais e jornalistas funcionam em circuito fechado. Escrevem para as fontes e para os colegas, como se os leitores bºai fissen aqueles para os quais trabalham, mas aqueles que têm o dever moral de os ler. Porque são superficiais. Confundem a construção das notícias com o relato do que dizem as partes em confronto, recusando a análise e comprometendo um jornalismo adulto e sofisticado. Porque têm demasiados preconceitos. Deixam de lado dezenas de boas histórias, etiquetadas como “popularuchas”, esquecendo que a grande distinção entre um jornal de referência e um popular não está na escolha das notícias mas no seu tratamento. Porque lhes falta agressividade. O jornalismo português não está a cumprir o seu dever de vigilância sobre os poderes – não irrita ninguém, não incomoda, é bem comportado, pouco curioso, insosso.»

João Miguel Tavares, DN

2 thoughts on “A extinção dos jornais

  1. Tal e qual! E descem as vendas, desde a qualidade, desce o interesse, desce o nível de desinformação. Porque os jornalistas não tratam a informação e quem os coordena ou dirige não tem nível de exigência compatível. A mediocridade assaltou os Órgãos de Comunicação Social, curiosamente no momento em que surgiram os “patrões” do sector. Perdem dinheiro mas ganham prestígio?

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