O impressionante mundo dos jogos em rede

Um dossier sobre os jogos em rede no jornal La Croix:

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O que faz um jornal errar tantas vezes?

É, no mínimo, incompreensível que o Diário de Notícias volte a referir-se à bebé de Viseu pelo nome próprio. Que dúvidas ou hesitações pode implicar o ponto 7 do Código Deontológico dos Jornalistas? Lembramo-lo…

«(…) O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.»

A extinção dos jornais

«… jornais e jornalistas funcionam em circuito fechado. Escrevem para as fontes e para os colegas, como se os leitores bºai fissen aqueles para os quais trabalham, mas aqueles que têm o dever moral de os ler. Porque são superficiais. Confundem a construção das notícias com o relato do que dizem as partes em confronto, recusando a análise e comprometendo um jornalismo adulto e sofisticado. Porque têm demasiados preconceitos. Deixam de lado dezenas de boas histórias, etiquetadas como “popularuchas”, esquecendo que a grande distinção entre um jornal de referência e um popular não está na escolha das notícias mas no seu tratamento. Porque lhes falta agressividade. O jornalismo português não está a cumprir o seu dever de vigilância sobre os poderes – não irrita ninguém, não incomoda, é bem comportado, pouco curioso, insosso.»

João Miguel Tavares, DN

Os jornais do futuro

«O jornal do próximo futuro poderá ter apenas uma folha dupla aberta, de plástico, do tipo dos que hoje a Plastic Logic produz, pesará cerca de 100 gramas e o texto que terá será um texto electrónico, transmitido em wireless e mudando durante o dia. O jornal poderá ter uma estrutura diária e partes que não são diárias, mas o fluxo noticioso será isso mesmo, um fluxo contínuo.»

«O que está a gerar a crise do jornal de papel é a sua impossibilidade de incorporar hipertexto, ou seja, de comunicar com todos os outros fluxos de informação que um jornal em linha pode utilizar: som, vídeo, arquivo, leitura em volume típica do hipertexto propriamente dito, tempo real.»

Pacheco Pereira, Público (p. 37)