Renascença em papel

A Rádio Renascença prepara-se para disponibilizar, antes do final deste mês, uma publicação em papel, com duas edições diárias, às 12h00 e às 17h00.
À semelhança do que já fazem, por exemplo, o El Pais (24 horas) ou o Guardian (G24), a RR vai ter o “Pagina 1”, recuperando assim a denominação de um popular programa na década de 1970.

Não se trata de um jornal online – a RR tem uma presença na web que foi recentemente revista e que inclui, na área da informação, texto, som e video – mas antes da adaptação dos conteúdos produzidos para a rádio ao suporte papel.
O “Pagina 1”, em formato PDF, poderá ser descarregado da net e lido na pausa do almoço ou na viagem de fim de um dia de trabalho.
A originalidade está, sobretudo, no facto de este caminho estar a ser trilhado por uma rádio, ajudando a cimentar a percepção de que no futuro (eventualmente mais próximo do que se imaginaria – ver, a este propósito, uma recente entrevista do editor do NYTimes) as empresas jornalísticas precisarão de estar prontas a trabalhar para um número muito maior de suportes e em diferentes formatos.

World Press Photo

A propósito das fotografias premiadas pela organização World Press Photo, relativamente ao ano de 2006, anoto umas quantas palavras de Susan Sontag que ajudarão a reflectir sobre o papel da imagem…

«Photographs are, of course, artifacts. But their appeal is that they also seem, in a world littered with photographic relics, to have the status of found objects – unpremeditated slices of the world. Thus, they trade simultaneously on the prestige of art and the magic of the real. They are clouds of fantasy and pellets of information. Photography has become the quintessential art of affluent, wasteful, restless societies…»

«Photography does not simply reproduce the real, it recycles it – a key procedure of a modern society. In the form of photographic images, things and events are put to new uses, assigned new meanings, which go beyond the distinctions between the beautiful and the ugly, the true and the false, the usefull and the useless, good taste and bad.»

Susan Sontag, On Photography [pp. 69 e 174]

Cintra Torres critica Conselho Deontológico

“Acho inacreditável e absurdo este argumento da «mistura» de factos e opiniões”, considera o crítico de televisão Eduardo Cintra Torres, num primeiro comentário ao parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, a propósito da sua coluna no Público de 20 de Agosto passado.

No essencial, o parecer do Conselho considera, no ponto 4: “Quanto ao uso do contraditório, mesmo que não seja um dever absoluto, no caso em análise, a audição dos visados era exigível. Não o tendo feito, ECT incorre na violação do artigo nº 1 do Código Deontológico”. Por outro lado, “lamenta que ECT não tenha usado de lealdade para com os seus colegas de profissão”.

Comentando este assunto a pedido do J&C, Cintra Torres vê aspectos positivos naquele parecer (quase todos aqueles em que o CD não segue a deliberação da Entidade Reguladora da Comunicação, que se pronunciou, em princípio de Dezembro, sobre o mesmo assunto), mas encontra sobretudo aspectos “contraditórios e negativos”.

Informação complementar:

Texto integral do comentário de Eduardo Cintra Torres

Texto integral do Parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas

Liderança de A Bola no online

O salto de A Bola para o primeiro lugar levou à descida de uma posição dos dois títulos seguintes, alterando o quadro das posições de sites noticiosos mais procurados a partir de casa, em Dezembro de 2006. Os dados são do Netpanel da Marktest que salientam também que o Jornal de Negócios foi o site que mais cresceu, no mês passado, em número de utilizadores.
Nas páginas visitadas, a liderança destacada de A Bola e dos sites dos restantes jornais desportivos mantém-se. Curiosamente, foi ainda um site de desporto – o zerozero..pt – aquele que registou o salto maior em páginas visitadas.