Vai Sócrates blogar?

Depois de Cavaco Silva ter inaugurado – no contexto nacional – uma nova forma de interagir com os eleitores durante uma visita ao exterior, o primeiro-ministro, José Sócrates, terá optado por uma estratégia em tudo semelhante.


Temos um site especialmente desenvolvido para o efeito (com direito a domínio autónomo e tudo), apresentando-nos uma série de recursos sobre a China, contemplando espaço para ‘videos’, ‘galeria de imagens’, ‘envie uma mensagem’ e – aqui estará a singularidade – um blog.
Diz-se no único texto ali publicado até agora (22h16 do dia 30):

Neste Blog pode encontrar os comentários e opiniões dos elementos da comitiva oficial ao longo da Visita de Estado à China.
Este serviço está disponível entre 30 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 2007.

E será mesmo que José Sócrates bloga?

Encontrei a sugestão no Memória Virtual.

Complutense abre acesso

A Universidade Complutense de Madrid disponibilizou, de forma livre e gratuita, o acesso a uma parte considerável das suas revistas científicas.
Aconselha-se a visita.

Informação: Comunisfera

‘Informação’ é verbo

Durante uma conferência que terminou há dias em Valência, John Perry Barlow (que alguns conhecem como o responsável pelas letras dos Grateful Dead mas que outros identificam com a Electronic Frontier Foundation ou com textos fundamentais como ‘A declaration of Independence of Cyberspace‘ ou ‘The Economy of Ideas‘) deixou mais algumas provocações que importa assinalar:
(excertos colhidos por Pepe Cervera)

En una jerarquía el poder lo tiene quien guarda secretos; en una red el poder lo obtiene quien disemina información;
Información es un verbo; indica una interacción entre mentes. Si la información no fluye deja de existir;
El comunismo físico ha demostrado no funcionar; el puntocomunismo es el futuro.

Encontrei a sugestão original no Ciberescrituras.

Infotainment desportivo?

Olhar para as primeiras páginas dos principais diários pagos é, hoje, um exercício curioso.
Os jornais de informação generalista escolhem todos chamar, com grande destaque, ao rosto do jornal a ida de Pinto da Costa à Polícia Judiciária (dois deles – o Correio da Manhã e o Diário de Notícias – chegam mesmo ao ponto de ter escolhido as mesmas palavras para título).
O tema tem indubitável apelo jornalístico porque convoca para um só momento universos distintos como a gestão desportiva, o combate à corrupção, a aplicação da justiça ou até mesmo a exposição pública de recantos da intimidade de personalidades com visibilidade social.

Os diários desportivos também escolhem todos um mesmo tema para as capas de hoje – a anunciada chegada de mais um ‘craque’ para o Benfica.
O outro tema –  cujo ponto de partida é a actividade desportiva e que, como se disse, recolheu unanimidade entre os diários generalistas – tem direito a chamadas secundárias no O Jogo e no Record mas não encontrou espaço no A Bola.
Serão indesmentíveis os méritos do tal do David Luiz. Aceito.
Pode até vir a ser um Ronaldão! Muito bem.
Mas, se pensarmos nos diários desportivos como espaços jornalísticos, será fácil explicar as opções assumidas?
E se, porventura,  o que explica as opções são critérios que ultrapassam a esfera do jornalismo, não seria mais sensato redefinir o seu estatuto?