JN: prover ou não prover

Por estes dias completa-se um ano sobre a data em que o então titular do cargo de provedor do leitor do Jornal de Notícias – por acaso o subscritor desta nota – publicou a sua última coluna naquele jornal.Um ano não bastou para que a situação tivesse sido ultrapassada: ou o jornal se cansou /desistiu de continuar a alimentar a função ou não conseguiu encontrar a pessoa adequada para a exercer.

Faltaria à verdade se não dissesse ter tido conhecimento de alguma tentativa para encontrar sucessor. Mas um ano é, convenhamos, muito tempo. E indicia que o jornal, se não desistiu, pelo menos hesita. E se hesita era importante, em nome da relação com os leitores, que esclarecesse a sua posição ou que debatesse as suas dúvidas. Fazer-se esquecido (e, ainda por cima, mantendo no seu site a ideia de que existe um provedor que não exerce) é que não faz muito sentido.

O debate pode ter várias direcções possíveis, todas elas importantes: continua a fazer sentido a função? Poderá, eventualmente, ser exercida de outro(s) modo(s)? Deve assumir um perfil de ajuizamento sobre o trabalho dos jornalistas ou uma função mais pedagógica que promova a auto-vigilância dos jornalistas e qualifique a participação dos cidadãos? Fará sentido haver um perfil único de provedor quando os media são diversos? Como articular as funções de provedor com as novas modalidades de interacção com os utilizadores da informação que a web hoje possibilita?

Ao leitor a palavra.

3 thoughts on “JN: prover ou não prover

  1. a menudo el lector no tiene ganas de ejercer sus posibilidades.
    tampoco nos ponemos exigentes como consumidores, votantes…
    en eso consiste una parte, para mí importante, del poder, un poder de silencio.
    ejercer la autoridad del silencio con etiqueta de portavoces sociales cuando menos es un contrasentido.
    otro de los contrasentidos en los que fundamos nuestro actual estado del derecho, del bienestar (para los que lo disfrutan, claro)

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