Políticos invadem, de novo, o “Jornal das 9”

Ontem, Nuno Mello foi à SIC Notícias explicar a Mário Crespo as razões da sua demissão do cargo de líder parlamentar do CDS.
Hoje, António Pires de Lima lá estava no mesmo Jornal das 9 para criticar a direcção do CDS e assumir a defesa da direcção dos parlamentares do PP.
Curioso o facto de Pires de Lima começar por lembrar que os temas fortes do dia eram a polémica à volta do caso do militar condenado a seis anos de prisão por sequestro de menor e o referendo à  despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Por isso, achava “chocante” que o CDS continuasse a ser notícia.
A entrevista demorou alguns minutos por vontade das partes.

Anúncios

Ainda o ‘Público’ e o plágio

Duas notas breves a propósito do desfecho do caso que envolveu o Provedor do Leitor do Público e uma sua jornalista (acusação de plágio):

1) Este é um bom exemplo de como, apesar de ter poderes bem delimitados, um Provedor do Leitor pode ser não só útil, mas também eficaz, desde que os responsáveis editoriais não deixem “cair em saco roto” as recomendações que ele faz. Mais: que aproveitem o seu trabalho (como prometeu agora a Direcção do Público) para actualizar e aprofundar as normas de conduta internas, com isso diminuindo as possibilidades de erros futuros. É isto a auto-regulação.

2) Este é também um bom exemplo de como a eficácia dos mecanismos de auto-regulação não depende obrigatoriamente da aplicação de sanções materiais. Uma sanção moral — como a que foi aplicada neste caso e como as que são habitualmente usadas no terreno das infracções deontológicas — parece suficiente, e suficientemente penalizadora para a jornalista em causa. A reprovação pública de um determinado comportamento profissional, feita pelos pares,  é uma sanção bem pesada para quantos vivem sobretudo da credibilidade que o seu nome tem junto dos leitores. Pudéssemos nós ver também estas reprovações públicas em determinadas corporações profissionais muito ciosas da sua deontologia (mas que preferem julgar os casos e aplicar eventuais sanções no mais rigoroso segredo…) e talvez a auto-regulação ganhasse a credibilidade e o destaque que ainda lhe vão faltando.

Ameaça à informação

A imprensa escrita atravessa a pior crise da história. Há três anos que os jornais são confrontados com uma queda constante do número de leitores. É neste tom que se inicia o editorial de Ignacio Ramonet na edição deste mês do Le Monde Diplomatique Brasil. Ramonet lista as causas da crise: em primeiro lugar, o assédio das publicações gratuitas; em segundo, o da Internet.

O editorial também aborda a relação entre Internet e liberdade de informação. Ramonet diz que os sites mais populares são controlados pelos grupos de comunicação mais potentes, ou seja, a rede não necessariamente significa um alargamento do perímetro de liberdade de expressão. O autor conclui que, em defesa do direito à informação e ao debate, é preciso apoiar as publicações independentes.

A íntegra do editorial está disponível aqui.