Um filósofo à conversa com Mário Crespo

Num espaço que tem sido (demasiadas vezes) ocupado por políticos (sobretudo ministros), Mário Crespo abriu hoje o seu “Jornal das 9”, da SIC Notícias, ao filósofo Pedro Galvão para falar da interrupção voluntária da gravidez.
O entrevistado é autor do livro A Ética do Aborto.
Boa opção para um tema que está a ser muito reivindicado pela classe política.
Ouvir um pensador entrar, de forma bem sustentada, por dentro dos argumentos prós e contras desta questão foi, de facto, um bom momento de televisão.
A repetir.
Porque estamos cansados da velha confraria.

P.S. Não conheço o entrevistado

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Cavaco Silva – live

A visita do presidente da República, Cavaco Silva, à Índia deverá ficar registada como a primeira em que um titular daquele cargo quis ‘dar conta‘ do que foi fazendo sem a intermediação dos jornalistas.
Numa página especialmente criada para o efeito, o PR disponibilizou-nos, antes da partida, textos de enquadramento sobre o país a visitar, dados relevantes (incluindo ligações para sites de periódicos indianos) e ainda uma mensagem onde se explicavam os propósitos da deslocação.
Já em viagem, o site apresentou-nos videos com mensagens inéditas do PR e ainda textos e fotos ilustrando o que Cavaco Silva ia fazendo, dia a dia.
O site incentivava a participação dos visitantes com um bem presente botão “Envie a sua mensagem para a Índia“.
Está fora de questão a legitimidade desta operação de comunicação institucional da Presidência; trilhou-se, neste particular, um caminho já aberto por uma considerável série de políticos norte-americanos e, mais perto de casa, pelo líder do Partido Conservador britânico (com a sua Webcameron) e pela candidata socialista à presidência francesa (aqui ou aqui).
O certo, porém, é que ela deverá sinalizar a necessidade de uma série de debates no jornalismo: sobre a forma mais eficaz de cobrir eventos em ‘concorrência’ com o objecto do trabalho, ou sobre a necessidade de contextualizar toda esta operação, por exemplo.
O que a Presidência da República fez no seu site foi apropriar-se de linguagens do jornalismo em favor de uma estratégia não jornalística. O que a Presidência da República fez foi reclamar também para si espaço no novo ambiente de comunicação em que a auto-edição ganha prevalência.
O jornalismo mais acomodado, que faz menos, sem imaginação e mais tarde deve sentir-se ameaçado.
E, para esse jornalismo, a situação não vai melhorar.

PS: Só é pena que os responsáveis pelo site da PR não tenham tido a preocupação de optimizá-lo para o Firefox.

Pluralismo dos media na União Europeia

A Comissão Europeia tem em curso um processo que levará à definição de indicadores sobre pluralismo nos media dos Estados membros, segundo acaba de ser anunciado pela comissária Reding e pelo vice-presidente Wallström.

Essa tomada de posição, prevista para 2008, assenta numa metodologia de trabalho que teve ontem o primeiro passo: a publicação de um Commission Staff Working Paper on Media Pluralism.

Seguir-se-á um estudo independente sobre pluralismo nos media nos Estados membros, o qual visa “definir e testar indicadores concretos e objectivos para avaliar o pluralismo”. O concurso público com tal finalidade está previsto para 2 de Fevereiro próximo.

Regresso

Depois de 15 dias de “jejum” obrigatório, motivado por um bloqueamento do acesso, tão incompreensível como inaceitável, por parte do Blogger.com, voltamos finalmente ao contacto dos leitores deste blogue, agora apoiados no WordPress.