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A flexibilidade Maio 12, 2008

Posted by Luis Santos in Media, Participação, Política, Weblogs.
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O Hugo Neves da Silva olhou para as eleições em curso no PSD e terá pensado:

1. São tantos candidatos que existe o risco de se perderem informações importantes;
2. É uma ‘corrida’ que está ser bastante comentada na web;
3. Há formas - simples e baratas - de facilitar a vida a quem procura a informação.

Com estas constatações na mão criou o psd2008, um espaço onde - recorrendo ao Blogsearch do Google - são apresentadas as entradas mais recentes sobre cada um dos candidatos.

É uma ferramenta parcial.
É, de facto.
Mas é um ferramenta criada por um não-jornalista que pensou como um editor de um jornal nacional deveria pensar todos os dias.
A flexibilidade…é a flexibilidade (e não apenas o dinheiro!).

O preço do Pluralismo - livro (OFCOM) Maio 6, 2008

Posted by Luis Santos in Academia, Economia, Espaço público, Futuro, Investigação, Política, Publicações, Regulação, Sociedade.
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A entidade reguladora britânica, OFCOM, acaba de divulgar o lançamento de um livro encomendou ao Reuters Institute for the Study of Journalism (Universidade de Oxford).
The Price of Plurality:Choice, diversity and broadcasting institutions in the digital age“, editado por Tim Gardam e por David A. L. Levy, pode ser descarregado gratuitamente [.pdf - 935Kb].
Excerto da introdução:
Plurality is a principle to which it is easy to sign up; however, in any PSB system, there is a price to be paid for it. This leads to hard-edged questions that cannot be pushed aside. They involve decisions as to what level of public intervention, direct or indirect, should fund broadcast content in the digital age; and, once determined, how that money should best be distributed. Framing any policy will involve tough trade offs between plurality and impact in our PSB system, and between broadcasters’ diversity and scale.”

RTP sem publicidade, Menezes dixit Fevereiro 28, 2008

Posted by Manuel Pinto in Política, Televisão.
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A proposta feita por Luís Filipe Menezes de acabar com a publicidade na RTP foi considerada “errática” e “avulsa” e deparou com a crítica de praticamente toda a gente que sobre o assunto se pronunciou.  Entendo que o assunto merece ser discutido e não é razoável blindar o debate em torno da RTP e do seu modelo de financiamento, com o argumento de que foi subscrito há uns anos um contrato que encerra o assunto até quase ao final da próxima década. Aí concordo com José Manuel Fernandes quando faz notar (cf editorial do Público de hoje) que o panorama do audiovisual se vai alterar substancialmente nos próximos anos, com a entrada em cena da televisão digital terrestre e de mais um operador generalista.

Mas, dito isto, é preciso sublinhar o seguinte:

1. Aquilo que é errático não é apenas a posição do actual líder dos sociais-democratas, é a posição do próprio PSD que, nos últimos dez anos, defendeu (intermitentemente) a privatização da RTP, a privatizaçção de um dos canais públicos; a alienação de um dos canais à sociedade civil; e, agora, a estatização do operador público, subjugado pelo orçamento do Estado.

2.  É grave e preocupante que um dossier delicado como é este da RTP seja utilizado como matéria do jogo político, com o risco de a solução agora preconizada para o serviço público poder vir a comportar um agravamento substancial das contribuição dos cidadãos. Uma tal proposta significa, por outro lado, o enveredar por um caminho de ruptura com uma solução considerada equilibrada e bem sucedida, empreendida por um governo do próprio PSD. Deste ponto de vista a proposta é um verdadeiro tiro no pé.

3. Finalmente é de mau agoiro que o líder do maior partido da oposição coloque um tema (e uma medida de política) desta magnitude na agenda pública sem aparentemente estar escorado em estudos rigorosos, que assegurem que o cenário de uma RTP financiada apenas pelo orçamento do Estado é mais vantajoso (não apenas do ponto de vista económico-financeiro) do que o modelo que temos actualmente.

Jornalismo em segurança - novo blog Fevereiro 21, 2008

Posted by Luis Santos in Imprensa, Jornalismo, Política, Sociedade.
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Da autoria de Paulo Nuno Vicente, jornalista da Antena 1, um novo blog que se se propõe debater o tema do exercício da profissão em ambientes hostis.
Diz-se, no post de lançamento:

Os últimos anos, ainda que nem sempre pelos melhores motivos, têm vindo a despertar a consciência das redacções portuguesas para a necessidade de formar jornalistas para a reportagem em ambiente hostil.
Os cursos, habitualmente em parceria com as Forças Armadas Portuguesas, mas também de iniciativa privada, serão sempre tão atempados quanto escassos: basta perguntar quantas redacções têm em permanência o equipamento ajustado a este tipo de reportagem para percebermos que a falta de preparação é estrutural.
O weblog que hoje nasce quer contribuir para a criação de um espaço de partilha e reflexão em torno do tema. Não apenas o da reportagem de guerra, mas o da reportagem em ambiente hostil: seja o acompanhamento de actividades de uma força de segurança, uma sessão de tribunal mais quente, um derby num estádio com ânimos incendiados, etc.
Estaremos tanto mais seguros quanto o que soubermos partilhar.

TV pública: “educar, despertar e excitar” Fevereiro 21, 2008

Posted by Manuel Pinto in Política, Regulação, Televisão.
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É conhecido que o governo francês se prepara para mexer no serviço público de rádio e televisão. A supressão total da publicidade foi um tema de debate lançado por Sarkozy, numa conferência de Imprensa, no início de Janeiro, mas as mexidas não deverão ficar por aqui. O presidente francês acaba de dar posse a uma comissão para “uma nova televisão pública”, defendendo, no discurso feito na ocasião, a necessidade - aparentemente a “quadratura do círculo” - de dotar a França de uma televisão popular, liberta da “tirania da audiência” e, a partir de 2009, sem publicidade ou, pelo menos, iniciando um percurso orientado nessa direcção. Uma televisão pública capaz de “educar, despertar e excitar”. Palavras de Sarkozy: “Excitar a curiosidade, despertar a consciência, educar o espírito”. A questão é: como financiar, a partir de 2009, o serviço público de televisão? Vale a pena ler o discurso presidencial, para antever os caminhos sugeridos.

Para ver/ouvir/ler o discurso de Sarkozy: AQUI.

Maomé na Wikipédia - polémica Fevereiro 14, 2008

Posted by Luis Santos in Espaço público, Internet, Política, Regulação, Sociedade.
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No momento em que escrevo esta nota (20h0 8) são já 172.635 as assinaturas numa petição online que pede a remoção de conhecidas imagens históricas de Maomé do texto sobre o fundador do Islão na Wikipédia.

I request all brothers and sisters to sign this petitions so we can tell Wikipedia to respect the religion and remove the illustrations“, diz-se no texto da petição.

Os responsáveis da Wikipédia respondem, num espaço especialmente criado para esclarecer dúvidas sobre o assunto:

Wikipedia is an encyclopedia that strives to represent all topics from a neutral point of view, and therefore Wikipedia is not censored for the benefit of any particular group. So long as they are relevant to the article and do not violate any of Wikipedia’s existing policies, nor the law of the U.S. state of Florida, where most of Wikipedia’s servers are hosted, no content or images will be removed from Wikipedia because people find them objectionable or offensive“.

[Sugestão recolhida no Agoravox]

A convergência em todas as suas vertentes Fevereiro 8, 2008

Posted by Manuel Pinto in Economia, Futuro, Internet, Política, Tecnologia.
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Já estão aí alguns sinais, mas o mais importante ainda pode estar para aparecer. Veja-se o que era, anos atrás, um telemóvel e aquilo em que ele se foi tornando e vai continuar, certamente, a evoluir.
Que tendências se detectam neste campo, para além da experiência do consumidor? Em Setembro passado o ministro da Cultura, Média e Desporto do Reino Unido criou um “Think Tank” sobre a Convergência e o seu impacte nos mercados, na vida dos consumidores e dos cidadãos, bem como aas potenciais implicações no plano político e de regulação.
A OFCOM, a entidade britânica reguladora dos media, que está associada a este grupo, acaba de disponibilizar um documento sobre o seu entendimento acerca da convergência. Intitula-se, precisamente, What is convergence? e encontra-se acessível no site da instituição. De entre os aspectos que aborda, destaca-se: The consumer experience of convergence; Impact on market structures of convergence; The global context of convergence; Key changes underpinning convergence.

Mau jornalismo = má democracia? Fevereiro 5, 2008

Posted by Luis Santos in Cidadania, Economia, Imprensa, Jornalismo, Participação, Política.
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Jon Talton, que sobre si mesmo diz…

I’ve been a working journalist for 27 years.(…) Now I’m not a 22-year-old HTML kid and have little interest in writing about Britney’s panties. So no newspapers are calling. I’m a writer living in Seattle. Aside from the risk of living under a bridge, I’m free to write the truth and raise hell. That was once the calling of the best newspapers. Now a few of us will try to carry it on as guerrilla journalists and rogue columnists

…escreve no seu blog um texto pertinente (”What’s really wrong with newspapers“) sobre as razões para a aparente crise no jornalismo norte-americano e deixa bem claro que esse estado de coisas pode ter tido influência na forma como o país se deixou entrar numa espiral de dívida e de envolvimento militar no Iraque sem grande resistência.

[Sugestão recolhida no ContraFactos]

“É preciso uma info-ética” Janeiro 26, 2008

Posted by Luis Santos in Comunicação, Ipsis verbis, Media, Política, Sociedade, Ética.
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“When communication loses its ethical underpinning and eludes society’s control, it ends up no longer taking into account the centrality and inviolable dignity of the human person”
(…)
“For this reason it is essential that social communications should assiduously defend the person and fully respect human dignity. Many people now think there is a need, in this sphere, for ‘info-ethics’, just as we have bioethics in the field of medicine and in scientific research linked to life”

Excertos da mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações, que a Igreja Católica assinala a 4 de Maio.
Mensagem completa(em inglês) aqui.
ACT: Mensagem completa em português aqui.

AR = 460 minutos de TV Janeiro 16, 2008

Posted by Manuel Pinto in Ipsis verbis, Política, Televisão.
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“Em democracia, meia hora na televisão é tão importante como 15 deputados no Parlamento”.

Luís Filipe Meneses, a propósito dos comentadores políticos na TV, in Correio da Manhã, 16.1.2008

News do not determine what is news - o quê? Janeiro 16, 2008

Posted by Luis Santos in Futuro, Imagem, Jornalismo, Política, Televisão, Video.
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Gnooze (não se lê o G…diz-se, portanto ‘nuze’, som idêntico ao de ‘news’) é um projecto com base num conceito de sucesso provado (Daily Show, por exemplo) - apresentador carismático (neste caso, apresentadora), tom absolutamente coloquial e um toque de comédia.
O formato é o de um videoblog, com excertos curtos e uma aparente (só aparente) realização descuidada.
Antecipa-se grande sucesso.

Exemplo: uma leitura ‘como faria o homem na rua’ do frenesim mediático em torno de umas declarações recentes de Hillary Clinton sobre Martin Luther King Jr.

Sugestão encontrada no Journalism Enterprise.

Até onde deve ir a regulação Janeiro 16, 2008

Posted by Luis Santos in Cidadania, Espaço público, Imprensa, Jornalismo, Política, Regulação, Ética.
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Ezra Levant, o advogado e publisher canadiano que há dois anos atrás foi responsável pela re-publicação dos famosos cartoons dinamarqueses na revista Western Standard, foi alvo de uma queixa de um grupo de islamistas (a ideia genérica é a mesma de outros tempos, a da ofensa) e vê-se perante a condenação a penas pecuniárias ou de prisão.
A queixa está a ser analisada por uma Comissão de Direitos Humanos - que tem poder para o fazer e para, em nome do Estado, condenar ou não o acusado.

(Todos os video da audição de defesa aqui)

Facilmente se encontram neste caso traços de um Estado amorfo, tecnocrata, desenquadrado do bom senso e da herança cultural do seu povo. Em oposição, encontramos também um testemunho apaixonado (ou politicamente inflamado, se preferirmos) em defesa da liberdade de expressão; Levant, um activo neo-con, escolheu uma estratégia de afrontamento:

The point of civil disobedience is not to get off scot-free, but to willingly accept the punishments of an unjust system, to shame that system into reform.

Independentemente da sensatez do Sr. Levant ou da sensatez do Estado, este caso levanta questões importantes sobre a regulação.
Até onde pode e/ou deve o Estado ir em nome do ‘bem comum’?
Porque é que o aceitável pelo Estado aparenta ser cada vez mais alheio ao aceitável pela comunidade?
A quem interessa (mais, quem se sentirá identificado com) um ‘bem comum’ desinfectado de qualquer réstea de emoção humana, de qualquer referência histórica, de qualquer marca cultural?

As contas eleitorais nos EUA Janeiro 14, 2008

Posted by Joaquim Fidalgo in Jornalismo, Media, Política.
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Vale a pena ler uma análise da organização FAIR — uma espécie de observatório dos media norte-americanos — a propósito das notícias que começam a multiplicar-se, e muito mais continuarão nos próximos meses, sobre a eleição presidencial nos EUA. Lá como cá, a enorme fixação da generalidade dos meios de Comunicação Social em aspectos que possam conferir algum dramatismo a esta espécie de “corrida de cavalos” (a expressão não é minha, é da FAIR…) entre os candidatos a candidatos, tanto do lado democrata como do lado republicano, faz com que elementos noticiosos muito relevantes sejam secundarizados, ou mesmo esquecidos, por quem tinha a obrigação de pôr a informação mais rigorosamente ”in perspective”. Por exemplo, sabíamos nós que a ‘grande vitória’ de Obama sobre Hilary no Iowa significou, afinal, a escolha de 16 delegados para o primeiro e 15 para a segunda?… Ou que, inversamente, a ‘grande vitória’ de Hilary sobre Obama no New Hampshire significou, afinal, o mesmo número de delegados (nove) para ambos os candidatos?…

Um excerto da referida análise:

Primary elections and caucuses determine how a state party’s delegates are assigned; if a candidate wins enough delegates, they will almost certainly be their party’s nominee. So a reasonably helpful media would focus on this delegate count. But the mathematics of this process are obscured by the media’s obsession with “wins” and “losses” in highly visible contests.

Consider Barack Obama’s apparently monumental victory in the Iowa caucuses. The distribution of delegates, though, was hardly so dramatic: Obama won 16, Clinton 15 and Edwards 14. In a race to secure a little over 2,000 delegates, the results are of little consequence. In New Hampshire, Clinton’s dramatic comeback netted her nine delegates–the same number awarded to Obama. (…)

On the Republican side, McCain’s victory in New Hampshire gained him seven delegates; to put that in context, Romney’s second-place finish in Iowa was worth 12 delegates. And Romney’s win in the Wyoming primary–which received almost no media coverage at all–secured him eight delegates. His total delegate count still puts him ahead of all or most his competitors (depending on whether you believe CNN or ABC), though the media coverage would lead you to conclude otherwise.

Modos Janeiro 13, 2008

Posted by Manuel Pinto in Política.
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Emídio Rangel até pode ter argumentos relevantes para o debate sobre a política governamental para os media e sobre a acção do ministro Augusto Santos Silva. Ao enveredar pelo insulto e pelo ataque ad hominem acaba por comprometer o que de importante tivesse para dizer.

Leituras - Acrimed Janeiro 4, 2008

Posted by Luis Santos in Imprensa, Jornalismo, Media, Política, Publicações.
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O percurso dos grupos de media:
- Le groupe News Corp. (Rupert Murdoch) : évolution depuis 2004

A forma como os media tratam a ratificação do tratado de Lisboa:
- Le service après vente du Traité européen de Lisbonne

Publicações de 2007:
- Des livres et des revues sur les médias parus en 2007