Lançamento: O JORNALISTA EM CONSTRUÇÃO Março 22, 2008
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Deve estar já a “romper” nas livrarias o mais recente livro de Joaquim Fidalgo.
O Jornalista em Construção. A obra resulta de parte do texto da tese de Doutoramento que o autor defendeu no início de 2007 na Universidade do Minho. Trabalho de enorme e reconhecido mérito, este livro será, naturalmente, uma referência inescapável da produção bibliográfica portuguesa sobre o jornalismo e os jornalistas.
Este livro procura analisar o percurso histórico feito pelos jornalistas, sobretudo entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, com vista à afirmação da sua actividade como uma autêntica profissão, socialmente reconhecida e juridicamente legitimada. Numa primeira parte, faz-se uma breve abordagem teórica da sociologia das profissões e dos diversos paradigmas que, ao longo das últimas décadas, foram sendo objecto de estudo e de debate. Na segunda parte, percorre-se o caminho, nem sempre linear, feito pelos jornalistas em diversas latitudes e em diferentes contextos socioculturais, procurando definir e autonomizar o seu ofício por relação com outros ofícios da comunicação. A conclusão genérica sugere que este esforço de profissionalização dos jornalistas tem sido um processo difícil, contraditório, feito de avanços e recuos, de tensões e negociações permanentes, à medida de uma actividade cuja catalogação suscita ainda hoje algumas controvérsias.
Texto da contracapa
Título nº 17 da
Colecção Comunicação – Porto Editora / PORTO
Reflexões Março 20, 2008
Posted by Madalena Oliveira in Leitura, Televisão.1 comment so far
«Porque é que a TV foi essa “caixinha que revolucionou o mundo”? Faço a pergunta e as respostas vêm em turbilhão. Fez de tudo um espectáculo, fez do longe o mais perto, promoveu o analfabetismo e o atraso mental. De um modo geral, desnaturou o homem. E sobretudo miniaturizou-o, fazendo de tudo um pormenor, misturado ao quotidiano doméstico. Porque mesmo um filme ou peça de teatro ou até um espectáculo desportivo perdem a grandeza e metafísica de um largo espaço de uma comunidade humana. (…) Mas a TV é algo de minúsculo e trivial como o sofá donde a presenciamos. Diremos assim e em resumo que a TV é um instrumento redutor. Porque tudo o que passa por lá chega até nós diminuído e desvalorizado no que lhe é essencial. E a maior razão disso não está nas reduzidas dimensões do ecrã, mas no facto de a “caixa revolucionadora” ser um objecto entre os objectos de uma sala. Mas por sobre todos os males que nos infligiu, ergue-se o da promoção do analfabetismo. (…) A TV dispensa tudo. (…) … na TV dá-se tudo de uma vez sem nós termos de trabalhar. Mas cada nossa faculdade, posta em desuso, chega ao desuso maior que é deixar de existir.»Vergílio Ferreira, Escrever, pp. 23-24
Kindle - mais do que um suporte de livros e jornais? Novembro 20, 2007
Posted by Manuel Pinto in Internet, Leitura, Tecnologia.add a comment
Um pouco mais de 25 mil livros de ficção e mais do dobro de livros de não-ficção estão disponíveis para serem descarregados para o Kindle, um leitor de livros digitais que a Amazon acaba de lançar no mercado.
Pesando menos de 300 gramas (e cada grama a cerca de 1,3 euros), o Kindle esgotou pouco depois de ser lançado, por ruptura do stock. O reabastecimento está prometido para o final deste mês.
Dos livros disponíveis (para serem comprados) pode ser lido em regime de livre acesso o primeiro capítulo. Jornais e revistas bem como blogs podem também ser acedidos, mediante pagamento. Tudo é acedido através de um sistema de wireless cujo preço está incluído nos pagamentos das aquisições. Tudo a facturar para a Amazon, ficando sem se saber se os jornais e blogs recebem ou não parte das verbas cobradas.
A grande dúvida: salvaguardadas as limitações que a actual versão pelos vistos comporta (e que poderão ser rapidamente ultrapassadas), habituar-nos-emos a ler no ecrã? Se a definição ajudar, creio que isso vai acontecer. E assistiremos seguramente a novos hibridismos e convergências.
Comentários sobre o novo gadget, por exemplo: no Transnets, no BoingBoing, no X-primo.
Outras rotinas Outubro 2, 2007
Posted by Luis Santos in Audiência, Futuro, Jornalismo, Leitura, Participação.add a comment

A imagem que Dario Gallo, editor executivo da revista argentina Noticias e autor do Bloc de Periodista, nos apresenta ilustrará, sobretudo, a forma como mudou o seu próprio acesso e interacção pessoais a/com produtos informativos na última década, mas pode também (se formos cautelosos e se assumirmos escalas flexíveis) reflectir as profundas alterações de rotinas em curso.
Tempo (que não há) para ler o que há Setembro 2, 2007
Posted by Manuel Pinto in Leitura.add a comment
” (…) Durante apenas estes dias do final de Agosto e do início de Setembro, as livrarias francesas receberão 727 novos romances, como a imprensa não se cansa de repetir. Quem, em França, quiser acompanhar a rentrée literária de um modo escrupuloso tem, pois, com que se entreter. Se não se publicassem novos livros nos próximos tempos, seriam necessários dois anos para ler estes romances todos, e isto com a condição de ler um por dia. (…)
E se alguma improvável criatura quisesse ler todas as obras que, no ano passado, foram objecto de depósito legal na Biblioteca Nacional de Espanha teria necessidade de, conseguindo ler uma obra por dia, dispor de cento e oitenta e um anos e mais uns dias. Uma vida inteira não chegaria, portanto, para ler as 66.270 obras editadas em 2006 no país do lado.
(…) Os números, não oficialmente confirmados, que circulam relativamente à actividade editorial britânica em 2005 são esmagadores: 206.000 títulos, mais de quinhentos por dia, mais de vinte por hora. Compreende-se assim que não estão a ser excessivos os que dizem que, nas três ou quatro últimas décadas, se produziu mais informação do que nos cinco mil anos precedentes (…)”.
Eduardo Jorge Madureira, Diário do Minho, 2 de Setembro de 2007
Ecrã dominará na leitura , prevê Gates Maio 12, 2007
Posted by Manuel Pinto in Internet, Jornalismo, Leitura.add a comment
“Reading is going to go completely online. We believe that as we get the smaller form factor, the screen has gotten good enough. Why is reading online better? It’s up to date, you can navigate, you can follow links. The ads in the online reading are completely targeted as opposed to just being run-of-print, where many of the readers will find them completely irrelevant. The ads can be in new and richer formats. In fact the only drawbacks of the digital form are the things associated with the device: how big is it, heavy is it, how many hours of power does it have, how much do I have to spend to buy it? But those are things that once you achieve that threshold, in terms of the convenience and the cost, then you see a dramatic change in behavior. Today, for people who read newspapers and magazines, even the most avid PC user probably still does quite a bit of reading on print. As the device moves down in size and simplicity, that will change, and so somewhere in the next five-year period we’ll hit that transition point, and things will be even more dramatic than they are today.”
Bill Gates, na Microsoft’s Strategic Account Summit online advertising conference in Seattle (cf. nesta peça, as opiniões do homem da Microsoft sbre a TV, a imprensa e a publicidade).

