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WAN divulga Barómetro das Redacções 2008 Maio 6, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Internet, Jornalismo.
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The Editors Weblog anuncia a publicação do relatório Newsroom Barometer 2008 e publica alguns dos principais pontos desse estudo sobre tendências no jornalismo e nas redacções.

1: Presentation - main results, the integrated newsroom will be the norm
2: Multimedia, multi-skilled and integrated
3: The future of the press
4: Who participated in the survey?
5: Comments by John Zogby and WEF President George Brock

Índice europeu de interactividade Maio 1, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Internet, Jornalismo.
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A partir de um trabalho que aplicou um conjunto de indicadores de interactividade a sites de jornais ingleses, Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, com um grupo de jornalistas de diversos países, criou o News Interactivity Index, que reune já cerca de três dezenas de títulos de imprensa na Europa e que permite comprar os vários indicadores entre pares de títulos. Fiz o exercício comparando o Diário de Notícias e o Público. O resultado é esclarecedor. E importa dizer que o Público não fica nada mal no panorama europeu.

É possível colaborar neste projecto alargando o leque de jornais representados.

Informação complementar:
News interactivity index
European News Interactivity Index

Publicidade no impresso e online: tendências Abril 28, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Internet, Jornalismo.
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Leitura de jornais - ‘Rapsódia’ Abril 20, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa.
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1. A manchete do último Expresso era que “Cavaco prefere Rui Rio”, para suceder a Luís Filipe Menezes. O PR desmentiu “categoricamente” que tivesse falado “com uma única pessoa sobre a crise no PSD” e que a notícia “não tem o mínimo fundamento“. Ora, pondo de parte que o Expresso possua dotes extradordinários para advinhar os gostos do Presidente, seria de esperar que, ao noticiar o desmentido no seu site, não se ficasse pelo que diz a Lusa e desse alguma explicação aos leitores. E que, ao menos, informasse que é o Expresso que o PR está a desmentir. O modo como escreve a notícia é ardiloso, porque não estabelece com clareza a relação entre as palavras de Cavaco e a manchete do jornal.

2. A propósito da agência Lusa - não é preciso perfilhar o “framing” com que Eduardo Cintra Torres, na sua coluna do Público de ontem, comenta o conflito entre o director editorial e o Conselho de Redacção (cf. Lusa governamentalizada à força), para entender que a situação que ali se vive há largos meses não é sustentável por muito mais tempo.

3. É certo que António Ribeiro Ferreira não esconde as simpatias que nutre pela política da ministra da Educação. Mas, na entrevista que lhe faz, no Correio da Manhã, aquele modo de lhe fazer perguntas parece-me revelador de pouca preparação e de uma ‘agenda’ que deixa a entrevistada dizer o que lhe apetecer.

4. Por falar em Correio da Manhã - que sentido faz ter um um site e ele estar, em boa parte do dia, indisponível por “sobrecarga do sistema” e a pedir-nos que voltemos mais tarde?

5. Ainda a propósito de sites, como compreender que um jornal do estatuto do Diário de Notícias, tenha ficado desde sexta-feira sem actualizar o seu sítio na Internet?

6. Virando agora o foco para o JN: provavelmente alguma explicação foi dada num período recente em que estive algum tempo ausente do país, mas não deixo de perguntar: que é feito da coluna diária de Manuel António Pina, que desapareceu da última página e deixou o Jornal de Notícias muito mais pobre?

Museu da Imprensa: 15 Exposições em 10 cidades Abril 15, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Jornalismo.
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As comemorações do “25 de Abril” e o Cartoon estão a marcar as actividades do Museu Nacional da Imprensa, com a apresentação de 10 exposições de norte a sul do país, para além das 5 patentes na sua sede, prosseguindo a sua política de descentralização cultural.

Em Guimarães podem ser vistas duas mostras (a partir do dia 25) promovidas pela autarquia local: “Livros Proibidos na Ditadura de Salazar” na Biblioteca Municipal Raul Brandão; e “RevoluSam” no Museu de Arte Primitiva Moderna.
As centenas de cartazes que o MNI possui sobre o 25 de Abril, permitem que Albergaria, Palmela e Sesimbra possam mostrar ao público, dezenas de cartazes alusivos à “Revolução dos Cravos”. Promovidas pelas respectivas Câmara Municipais, as exposições apresentam ícones do “25 de Abril” da autoria de Vieira da Silva, João Abel Manta e Vespeira.
Em Santo Tirso, o Museu Municipal Abade Pedrosa tem patente ao público a exposição “Bordallo Pinheiro: um génio sem fronteiras”.
O Museu do Hospital das Caldas da Rainha apresenta a exposição internacional de cartoon “Água com Humor”. Em Paços de Ferreira, na Casa da Eira (no Parque Urbano) podem ser vistos cerca de 40 dos melhores desenhos (em reproduções) desta mostra.
A “Fuga Real por um triz” está no Aeroporto do Porto (Maia) até 6ª feira, dia 18.
Na sua sede, o Museu Nacional da Imprensa tem patentes cinco mostras: “memórias vivas da imprensa” (permanente); “As Manchetes do Regicídio”; a mostra original da “Fuga Real por um triz”; o “IX PortoCartoon” e o Riso do Mundo. Esta última mostra tem uma extensão na estação da CP de Braga.

Para que serve um jornal diário? Abril 12, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Jornalismo.
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Atente-se na assertividade do título da peça hoje publicada no Diário de Notícias: “Ministério e sindicatos em ruptura definitva“.
Observe-se o arranque do texto e o futuro do verbo:
“Desta vez, a separação será definitiva. Da quarta ronda de negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos do sector, que decorreu ontem no Conselho Nacional de Educação, resultaram as mesmas divergências dos dias anteriores, principalmente em relação à uniformização dos critérios de avaliação em todas as escolas”.
O início do segundo parágrafo é altamente esclarecedor para entender o alcance do primeiro: “À hora do fecho da edição, a reunião entre as partes ainda decorria (…)”.
Nem vale a pena determo-nos a pensar como é que o jornalista e o jornal se atrevem a afirmar tão peremptoriamente o carácter definitivo da ruptura, quando a reunião ainda não tinha acabado. As perguntas a fazer são mais básicas (atendendo ao desfecho, entretanto conhecido, da reunião): O que é notícia? E, sobretudo, para que serve um jornal diário?

Leituras de uma realidade turbulenta Abril 11, 2008

Posted by Luis Santos in Economia, Imprensa, Internet, Jornalismo, Publicidade, Weblogs.
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Duas sugestões de leitura, ambas indicadoras do momento de agitação presente no jornalismo:

1. Financial Woes Now Overshadow All Other Concerns for Journalists

2. New study finds that newspaper blogs fail to increase public dialogue

Números que refectem uma sociedade que (não) vemos Abril 5, 2008

Posted by Felisbela Lopes in Espaço público, Imprensa, Jornalismo.
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Os jornais do fim-de-semana estão cheios de números. Números resultantes de estudos que demonstram que as notícias das últimas semanas não são propriamente uma novidade. São, antes, uma realidade que existe há algum tempo, nuns casos; ou uma construção que exacerba o desenho do real, noutros.

Perigo na estrada. Diz o “Expresso” que os atropelamentos com fuga do condutor fazem mais de uma vítima por dia. O “Jornal de Notícias” publica um destaque onde se pode ler que um número significativo de mortes na estrada acontece devido não só ao excesso de álcool dos condutores, mas também por causa do consumo de drogas que duplicou no ano passado em relação a 2006. Os media falam de atropelamentos com fuga e de condutores com alto consumo de droga como casos isolados. São graves, mas não são singulares.

Perigo em casa. Um relatório divulgado esta semana pela Procuradoria-Geral da República, ampliado em toda a imprensa nacional, informa que os crimes sexuais contra menores triplicaram em Portugal entre 2002 e 2007, contabilizando cerca de 1400 casos/ano. Os crimes com crianças institucionalizadas rondam uma percentagem na ordem dos três por cento. Na opinião pública há, no entanto, uma ideia generalizada de que as instituições sociais serão mais vulneráveis a este tipo de prática devido ao hipermediatizado caso “Casa Pia” cuja Provedora, em entrevista ao “Expresso”, se queixa precisamente disso: da imagem estereotipada que se tem da Casa que dirige.

Perigo na escola. O “Expresso” escreve isto na primeira página do Caderno Principal: “A Direcção-Geral de Reinserção Social tem em mãos 94 casos de menores condenados em tribunal a medidas tutelares educativas pela prática de furtos, agressões, danos patrimoniais ou até posse de armas na sua escola”. Significa isso que a realidade denunciada nos últimos tempos por Pinto Monteiro não é de hoje. Se prestarmos atenção à edição do “Público”, poderemos acrescentar que se trata de uma situação com mais de uma década. Segundo dados recolhidos pela Equipa de Missão para a Segurança Escolar, o número de armas de fogo apreendidas no último ano lectivo é semelhante àquele reunido há dez anos e os das agressões de alunos a professores diminuíram em quase metade em 2007, totalizando 185 casos, comparativamente ao ano anterior, em que se registaram 390.

Estes estudos demonstram que os meios de comunicação social têm andado um pouco desatentos em relação àquilo que se passa no plano social. No entanto, os recentes casos, que os media tanto noticiaram, tiveram, pelo menos, o mérito de fomentarem a discussão desse mundo real no espaço público (mediatizado).

Imprensa: morte (e ressurreição?) Março 29, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa.
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Multiplicam-se os indicadores do declínio dos jornais. Os dados da circulação relativos ao ano de 2007, em Portugal, não desenham um panorama animador. Mas cada título continua a reagir à moda antiga. O exemplo porventura mais típico é o do Diário de Notícias. A leitura que faz dos dados da APCT é reveladora: “DN é o menos prejudicado em queda generalizada dos jornais“. Um pouco ao género do “diz o roto ao nu”.

As dificuldades não são certamente só nossas e sentem-se em diversas outras paragens. Ainda ontem o site da revista Editor & Publisher divulgava dados na Newspapers Association of America, segundo os quais a queda dos rendimentos publicitárias por parte da Imprensa dos EUA foi a pior dos últimos 70 anos.

Mas o que preocupa é que enquanto, noutros lados, os media e as respectivas associações lançam iniciativas e criam programas para procurar encontrar saídas, aqui parece optar-se por navegar à vista, à espera que em algum lado se descubra a varinha de condão que possa desanuviar ou redescobrir o futuro. Este é que, seguramente, não é o caminho.

Para reflectir sobre esta questão, duas sugestões recentes:

Así es el nuevo Mundo Março 20, 2008

Posted by Luis Santos in Economia, Imprensa, Internet, Jornalismo.
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Este é o nome do trabalho que nos mostra  - em video, imagens, texto e infografia - como aconteceu a mudança de instalações do El Mundo e a sua integração dupla:  a) com as outras publicações do mesmo grupo num mesmo edifício (Marca e Expansión), b) entre as operações em papel e na internet.
Segundo o Infotendencias (onde recolhi esta informação), as secções de Comunicação, Desporto e Ciência já funcionavam de forma integrada para o papel e para a Web desde Setembro de 2007 e começa agora o gradual processo nas restantes áreas.

(Na foto, a nova secção de Cultura, com uma imagem de Francisco Umbral, escritor e ex-jornalista da casa. Excelente ideia - a memória do passado, reforçando a identidade, o sentido de responsabilidade, o valor social do jornalismo).

State of News Media 2008 Março 17, 2008

Posted by Luis Santos in Futuro, Imprensa, Investigação, Jornalismo, Publicações.
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O mais recente “State of News Media“, produzido pelo Project for Excellence in Journalism, foi hoje divulgado. É o quinto estudo anual do género e a observação comparada do percurso já trilhado é um bom ponto de partida para uma reflexão sobre o momento do actual jornalismo norte-americano (e, em certa medida, do que se faz no resto do mundo).
Indicações retiradas do segmento ‘Major Trends’:

News is shifting from being a product — today’s newspaper, Web site or newscast — to becoming a service — how can you help me, even empower me?

A news organization and a news Web site are no longer final destinations.

The prospects for user-created content, once thought possibly central to the next era of journalism, for now appear more limited, even among “citizen” sites and blogs.

Increasingly, the newsroom is perceived as the more innovative and experimental part of the news industry.

The agenda of the American news media continues to narrow, not broaden.

Madison Avenue, rather than pushing change, appears to be having trouble keeping up with it.

Manchete com origem em blog (e com atribuição) Março 11, 2008

Posted by Luis Santos in Fotografia, Imprensa, Jornalismo, Participação, Weblogs, Ética.
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NOTA(9h40, 12-03-2008): Este post resulta de uma observação inicial da edição online do Diário de Notícias do dia 11 de Março de 2008. Durante esse mesmo dia, foram aqui deixados comentários apontando a existência de alegadas discrepâncias entre o que existia online e a versão papel. Tanto eu como os autores dessas observações presumiamos, em boa fé, que as fotos pertenciam ao autor do blog em que apareceram pela primeira vez (e que foi citado pelo jornal). Tudo o que a seguir se disse (até mesmo sobre a troca de atribuições de autoria) resulta dessa presunção.
Foi um erro presumir que as fotos publicadas sem indicação de autoria diferenciada num blog de um fotógrafo eram suas. Será um erro presumir até que alguma delas possa ser sua.
Mantem-se - acredito - a essência do post, mas impõe-se, nesta fase, uma intervenção. Fica todo o texto, para benefício de quem precisar de um exemplo, mas aparecem sublinhados os excertos incorrectos ou já não relevantes e desaparece uma imagem (que, uma vez mais em benefício de quem necessitar de um exemplo, continuará disponível aqui).

A manchete visual do Diário de Notícias de hoje é uma foto da manifestação dos professores do passado sábado, onde se destaca deliberadamente uma das manifestantes - Fernanda Tadeu, mulher do presidente da Câmara de Lisboa (e ex-ministro), António Costa.
Não discutindo o valor informativo da foto e a decisão de fazer dela manchete creio que importa salientar que a ‘descoberta’ foi feita por um fotógrafo freelancer que a publicou no seu blog (Fotografia Sempre, de Paulo Vaz Henriques) e que o DN faz questão de nos dizer isso mesmo.
Não sendo a primeira vez que isto acontece - um blog ser origem de material informativo - parece-me que será das primeiras vezes que assistimos, num jornal nacional de grande expansão, à combinação do uso com a indicação clara da sua proveniência; não há referências vagas do género “o assunto já apareceu nalguns blogs” ou indicações de fundo de texto, do tipo, “Ah, a propósito…“.
Nada disso.
Ficam os leitores mais bem informados.
Ganha o DN (que, diga-se já agora, tinha, ontem mesmo, mostrado uma faceta muito menos radiosa…).

P.S.
Dois dos comentários aqui publicados chamam a atenção para detalhes que podem fazer toda a diferença. João Severino - que, ao contrário do que eu fiz, não se limitou a olhar a edição online - faz do episódio uma leitura completamente distinta. [Naturalmente, a minha mudará em consonância assim que confirme tudo o que diz e, nesse caso, ver-me-ei perante um 'dilema editorial' - retirar o post? mantê-lo, com este P.S.? escrever um novo (com uma qualquer indicação sequencial)?]
P.S. 2
A edição papel apresenta, de facto, aquilo que parece ser uma troca na atribuição das fotos.
Creio que se trata de um erro - que precisaria de ser corrigido - e não de uma alteração deliberada .

Importaria, porém, apurar se ‘Direitos Reservados’ aparece por indicação do autor ou se a foto foi usada sem qualquer contacto prévio.
Importaria, igualmente, não ver repetida a situação da primeira página (essa sim, merecedora de reparo mais veemente) em que a foto aparece sem qualquer indicação de autoria.
O jornalismo nacional ainda lida de forma desconfortável com conteúdos informativos produzidos por não-profissionais.
Há, certamente, um longo caminho a percorrer.

O lugar da imprensa diária Março 10, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Jornalismo.
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Um acto eleitoral crispado e “suado”, como o que a Espanha acaba de viver, é um laboratório interessante para analisar o papel dos jornais. Dois exemplos de duas maneiras de estar: uma, velha, que se esquece que anuncia aquilo que todos já conhecem. Funciona como um ritual de reconhecimento e auto-satisfação. Outra, nova, talvez mais no rasgo estético do que no jornalístico. Funciona como “framing” interpretativo, com poderosa mensagem subliminar.

O velho ……………………………………. e o novo
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E, já que estamos em maré eleitoral, mais um caso: uma primeira página, do “dia de reflexão”, que se assume como provocação e desconstrução, num tempo em que o “recolhimento” mediático já pouco sentido faz.
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(Mais primeiras páginas e páginas de interior em La Buena Prensa)

Desistir da surpresa Março 4, 2008

Posted by Luis Santos in Futuro, Imprensa, Internet, Jornalismo, Participação, Sociedade, Televisão, Weblogs.
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Numa recente entrevista ao Jornal de Notícias o ‘Sr. Acontece’, Carlos Pinto Coelho, diz o seguinte:

Não me interessa perder o meu tempo, que é cada vez mais curto. Tenho tantos livros para ler, tantos países para viajar, tantas fotografias para tirar, tantas páginas para escrever e tantas para ler, e as da blogosfera, na sua esmagadora maioria, são desinteressantes e nada enriquecedoras. Da blogosfera - tirando o “Abrupto”, que me interessa - vou sobretudo aos blogues dos meus colegas jornalistas, porque procuro encontrar ali aquilo que eles, por uma razão ou por outra, não puderam ou não quiseram publicar nos seus próprios media.

O surpreendente nesta declaração não é Carlos Pinto Coelho, um profissional que cresci a admirar, dizer-nos que lê sobretudo quem já conhece (imagino que, até certo ponto, isso acontecerá com todos nós - é, para o bem e para o mal, o humano ‘conforto das grandes certezas’ que tão habilmente usava o Sebastião de Santa Comba).
O surpreendente é Carlos Pinto Coelho dizer que já lhe chega o que conhece.
O surpreendente é Carlos Pinto Coelho ter - aparentemente - desistido da busca da surpresa.
Não sei se é inevitável que assim aconteça.

PS: O formato ‘Farpas’ - entrevista curta, com ritmo quase radiofónico - só funciona bem quando é bem preparado. É o que acontece com o trabalho da Helena Teixeira da Silva.

“Em menos de 20 anos” Fevereiro 27, 2008

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Tecnologia.
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“(…) em menos de 20 anos, esta coisa de fazer jornais (de os fazer tecnicamente, entenda-se) parece ter evoluído mais, e mais profundamente, do que nos 500 anos precedentes. Ou seja, desde os tempos (à volta de 1450) em que Gutenberg inventou os caracteres móveis e a prensa tipográfica, com isso abrindo caminho às modernas tecnologias de composiçlão e impressão (…)”

Joaquim Fidalgo, Qual é o nosso papel?…, in ComUM, nº 1, 25.02.2008