O preço do Pluralismo - livro (OFCOM) Maio 6, 2008
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A entidade reguladora britânica, OFCOM, acaba de divulgar o lançamento de um livro encomendou ao Reuters Institute for the Study of Journalism (Universidade de Oxford).
“The Price of Plurality:Choice, diversity and broadcasting institutions in the digital age“, editado por Tim Gardam e por David A. L. Levy, pode ser descarregado gratuitamente [.pdf - 935Kb].
Excerto da introdução:
“Plurality is a principle to which it is easy to sign up; however, in any PSB system, there is a price to be paid for it. This leads to hard-edged questions that cannot be pushed aside. They involve decisions as to what level of public intervention, direct or indirect, should fund broadcast content in the digital age; and, once determined, how that money should best be distributed. Framing any policy will involve tough trade offs between plurality and impact in our PSB system, and between broadcasters’ diversity and scale.”
Jornalismo Online (Austin) - sumário Abril 9, 2008
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O simpósio internacional de jornalismo digital, que teve lugar no fim da semana passada, na Universidade de Austin-Texas, contou também com a presença de Beth Saad e a sua leitura (post 1 e post 2) dos trabalhos merece acompanhamento atento.
Excerto:
Aproximar-se do leitor, construir comunidades não significa apenas oferecer ferramentas no website. São conhecidos e fartos os exemplos de operações digitais que oferecem áreas de blogs, espaços para comentários, recomendações de conteúdos, criação de redes de interesses, compartilhamento de fotos, vídeos, entre outros. As grandes questões são: como a redação pode se aproveitar do imenso volume de dados e informações explícitas e contextuais que circulam por estas áreas; quem se envolve com isso; como manter em fluxo contínuo todo esse processo.
…se o alternativo cresce…então… Abril 3, 2008
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No último dia das jornadas de Ciências da Comunicação falou-se muito em alternativa - de espaços, de estratégias e até de rumos profissionais.
Pareceu-me refrescante, não apenas pela indicação de sensibilidade do GACSUM a estas temáticas, mas sobretudo pelo que revela de mudança na área.
Tanto os intervenientes (profissionais externos e formados na casa) como a audiência estão hoje, mais do que em momentos anteriores, conscientes das transformações em curso e da necessidade de as encarar como desafios. Second Life, marketing de guerrilha, jornalismo hiper-especializado, produção para TDT são sinais de um universo de possibilidades em crescimento - não são blips momentâneos ou acidentes marginais; são, aliás, tendencialmente, menos e menos alternativa à produção dita tradicional (vejam-se as projecções avançadas por este estudo da PQMedia de que, dentro de 4 anos, o investimento publicitário na área representará cerca de 25 por cento do ‘bolo’ global nos EEUU) e mais e mais parte integrante de uma realidade em mutação.
Parabéns ao GACSUM.
State of News Media 2008 Março 17, 2008
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O mais recente “State of News Media“, produzido pelo Project for Excellence in Journalism, foi hoje divulgado. É o quinto estudo anual do género e a observação comparada do percurso já trilhado é um bom ponto de partida para uma reflexão sobre o momento do actual jornalismo norte-americano (e, em certa medida, do que se faz no resto do mundo).
Indicações retiradas do segmento ‘Major Trends’:
News is shifting from being a product — today’s newspaper, Web site or newscast — to becoming a service — how can you help me, even empower me?
A news organization and a news Web site are no longer final destinations.
The prospects for user-created content, once thought possibly central to the next era of journalism, for now appear more limited, even among “citizen” sites and blogs.
Increasingly, the newsroom is perceived as the more innovative and experimental part of the news industry.
The agenda of the American news media continues to narrow, not broaden.
Madison Avenue, rather than pushing change, appears to be having trouble keeping up with it.
Desistir da surpresa Março 4, 2008
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Numa recente entrevista ao Jornal de Notícias o ‘Sr. Acontece’, Carlos Pinto Coelho, diz o seguinte:
Não me interessa perder o meu tempo, que é cada vez mais curto. Tenho tantos livros para ler, tantos países para viajar, tantas fotografias para tirar, tantas páginas para escrever e tantas para ler, e as da blogosfera, na sua esmagadora maioria, são desinteressantes e nada enriquecedoras. Da blogosfera - tirando o “Abrupto”, que me interessa - vou sobretudo aos blogues dos meus colegas jornalistas, porque procuro encontrar ali aquilo que eles, por uma razão ou por outra, não puderam ou não quiseram publicar nos seus próprios media.
O surpreendente nesta declaração não é Carlos Pinto Coelho, um profissional que cresci a admirar, dizer-nos que lê sobretudo quem já conhece (imagino que, até certo ponto, isso acontecerá com todos nós - é, para o bem e para o mal, o humano ‘conforto das grandes certezas’ que tão habilmente usava o Sebastião de Santa Comba).
O surpreendente é Carlos Pinto Coelho dizer que já lhe chega o que conhece.
O surpreendente é Carlos Pinto Coelho ter - aparentemente - desistido da busca da surpresa.
Não sei se é inevitável que assim aconteça.
PS: O formato ‘Farpas’ - entrevista curta, com ritmo quase radiofónico - só funciona bem quando é bem preparado. É o que acontece com o trabalho da Helena Teixeira da Silva.
Novos papéis para os jornalistas Fevereiro 22, 2008
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O director do Project for Execellence in Journalism (e também co-autor do livro “The Elements of Journalism”), Tom Rosenstiel, disse há dias, perante uma plateia de profisisonais, que o papel do jornalista está a mudar e que a actividade também…
journalism is shifting from being a a product to a service and, with this, a news outlet shifts from being a final destination to being part of a network.
Rosenstiel avançou quatro potenciais novos papéis para o jornalista:
- Authenticator: Help the audience figure out what to believe, what can they trust
- Sense-maker: Help the audience derive meaning from what is happening in the world
- Navigator: Help the audience find their way around a story, point them to the “good stuff”
- Forum-leader: Help the audience engage in a discussion in a knowledgeable way
[Encontrei a referência original no SacredFacts]
A convergência em todas as suas vertentes Fevereiro 8, 2008
Posted by Manuel Pinto in Economia, Futuro, Internet, Política, Tecnologia.add a comment
Já estão aí alguns sinais, mas o mais importante ainda pode estar para aparecer. Veja-se o que era, anos atrás, um telemóvel e aquilo em que ele se foi tornando e vai continuar, certamente, a evoluir.
Que tendências se detectam neste campo, para além da experiência do consumidor? Em Setembro passado o ministro da Cultura, Média e Desporto do Reino Unido criou um “Think Tank” sobre a Convergência e o seu impacte nos mercados, na vida dos consumidores e dos cidadãos, bem como aas potenciais implicações no plano político e de regulação.
A OFCOM, a entidade britânica reguladora dos media, que está associada a este grupo, acaba de disponibilizar um documento sobre o seu entendimento acerca da convergência. Intitula-se, precisamente, What is convergence? e encontra-se acessível no site da instituição. De entre os aspectos que aborda, destaca-se: The consumer experience of convergence; Impact on market structures of convergence; The global context of convergence; Key changes underpinning convergence.
PF não esquecer o jornalista (e o jornalismo)! Janeiro 22, 2008
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So in an effort for newspapers to raise revenues, maintain circulation and provide readers with more information in more ways, another crisis might be upon us. Perhaps lost in this evolutionary period of newspaper journalism is the news worker. When he or she is no longer able, or no longer willing, to provide quality journalism, the journalism of crisis won’t be found on Wall Street or in the circulation data. It’ll be found in the newsroom.
Excerto de um trabalho académico, realizado por Scott Reinardy, com base nas respostas de 770 jornalistas norte-americanos. O trabalho - um estudo quantitativo - conclui que os jornalistas estão hoje mais perto de uma situação de ruptura (”burnout“) do que em 2006 e que quase 75 por cento dos jovens profissionais (menos de 34 anos de idade) expressaram a intenção de abandonar o jornalismo ou responderam ‘não sei’.
Sugestão recolhida no The Editorialiste.
PS: A propósito da necessidade de valorização do jornalista e do investimento no trabalho jornalístico valerá também a pena ler o e-mail que James O’Shea enviou à redacção do Los Angeles Times, depois de ter sido despedido da direcção daquele jornal. O’Shea saiu porque não aceitou fazer os novos cortes orçamentais que lhe pediu o administrador.
Excertos:
I think the current system relies too heavily on voodoo economics and not enough on the creativity and resourcefulness of journalists. We journalists have our faults, but we also have a lot to offer. Too often we’ve been dismissed as budgetary adolescents who can’t be trusted to conserve our resources. That is wrong.
(…)
The biggest challenge we face — journalists and dedicated newspaper folks alike – is to overcome this pervasive culture of defeat, the psychology of surrender that accepts decline as inevitable. This mindset plagues our business and threatens our newspapers and livelihoods.
(…)
This company, indeed, this industry, must invest more in solid, relevant journalism. We must integrate the speed and agility of the Internet with the news judgment and editorial values of the newsroom, values that are more important than ever as the hunger for news continues to surge and gossip pollutes the information atmosphere. Even in hard times, wise investment — not retraction — is the long-term answer to the industry’s troubles. We must build on our core strength, which is good, accurate reporting, the backbone of solid journalism, the public service that helps people make the right decisions about their increasingly complex lives. We must tell people what they want to know and — even more important — what they might not want to know, about war, politics, economics, schools, corruption and the thoughts and deeds of those who lead us.
Guia sobre Media dos cidadãos Janeiro 21, 2008
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A Rising Voices, iniciativa da Global Voices, tornou publico, no final da passada semana, o primeiro de uma série de guias com o objectivo de explicar o fundamental da produção de conteúdos mediáticos a pessoas sem conhecimentos técnicos das áreas envolvidas.
Como explica a Daniela Bertocchi (foi no Intermezzo que recolhi a informação) a diferença substancial entre este documento e alguns outros anteriores será o facto de se percebr aqui uma tentativa de fugir a um olhar anglo-cêntrico, reflectindo experiências de outras culturas, outras línguas, outros enquadramentos sócio-políticos.
Há versões em em inglês, espanhol e bengali [.pdf, 500Kb].
News do not determine what is news - o quê? Janeiro 16, 2008
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Gnooze (não se lê o G…diz-se, portanto ‘nuze’, som idêntico ao de ‘news’) é um projecto com base num conceito de sucesso provado (Daily Show, por exemplo) - apresentador carismático (neste caso, apresentadora), tom absolutamente coloquial e um toque de comédia.
O formato é o de um videoblog, com excertos curtos e uma aparente (só aparente) realização descuidada.
Antecipa-se grande sucesso.
Exemplo: uma leitura ‘como faria o homem na rua’ do frenesim mediático em torno de umas declarações recentes de Hillary Clinton sobre Martin Luther King Jr.
Sugestão encontrada no Journalism Enterprise.
Canal generalista em tempos de micro-difusão? Janeiro 10, 2008
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Ainda que se perceba a lógica da acção política - e muito se disse (e mais ainda se poderá dizer) sobre o momento do anúncio ou sobre o enquadramento desta aposta num percurso nacional pleno de decisões à margem do interesse público - parece indiscutível que ela avança fora de tempo (ou fora dos tempos, se preferirmos).
Disse-se ontem no debate que a audiência de televisão está em perda; percebe-se num dos posts mais recentes deste blog que, para os segmentos da população mais jovens a ‘debandada’ é muito forte; ainda que relativa a uma realidade que não a nossa, um estudo hoje publicado pelo Pew Internet & American Life Project mostra-nos que metade dos utilizadores de internet acedem com regularidade diária a espaços com video (como o YouTube) mas mostra-nos ainda que o aumento na adopção deste comportamento está a ser forte (45 por cento relativamente a 2006) e está a acontecer com todos os grupos etários, de rendimento, ou de escolaridade (por exemplo, aumento de quase 60 por cento no acesso de pessoas com idades entre os 50 e os 64 relativamente a 2006).
A existência de espaço disponível no espectro poderia ter despoletado um processo de discussão mais abrangente sobre a televisão que vamos querer ter, não sendo claro que a conversa tivesse que começar necessariamente pela questão ‘mais um canal generalista ou não?’, tanto mais que os ‘generalistas’ que temos parecem já ter percebido eles mesmo que precisam de fragmentar a sua oferta - em termos de canais de distribuição e de modos de acesso - para sobreviver.
Os jovens e a criação de conteúdos Dezembro 20, 2007
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De 2004 para cá o número de jovens norte-americanos - com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos - que produzem pelo menos um tipo de conteúdo na net aumentou de 57 por cento para 64 por cento.
Se as raparigas parecem preferir os blogs - cerca de 35 por cento delas ‘blogam’ e só 20 por cento deles o fazem - os rapazes parecem mais inclinados para a disponibilização de video - 19 por cento deles; 10 por cento delas.
Estes dados aparecem no mais recente estudo do Pew Internet & American Life Project, onde se pode ainda ler esta interessante constatação:
The survey found that content creation is not just about sharing creative output; it is also about participating in conversations fueled by that content.
Prémio para jovens jornalistas europeus Dezembro 12, 2007
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Projecto lançado pela Direcção Geral do Alargamento da Comissão Europeia, o “European Young Journalist Award” abriu o espaço de candidaturas e aceita propostas de jovens oriundos de qualquer dos 27 estados membros.

O prazo termina em 15 de Março do próximo ano.
Mais informações aqui.
Dois anos @ ComUM Dezembro 11, 2007
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O ComUM online, expressão na web de um projecto jornalístico criado (em 1994) e gerido exclusivamente por alunos do curso de Comunicação Social da Universidade do Minho, faz amanhã dois anos.
A recente remodelação trouxe-lhe uma nova dinâmica gráfica que corresponde também a uma maior dinâmica na cobertura de eventos relativos a dois universos: a universidade e a região onde se insere.

Há, claramente, um caminho sério que está a ser feito e que - para quem conhece a oferta local - dá já ao ComUM um lugar de grande destaque. Mas há ambições por cumprir:
(…) tencionamos, em Fevereiro próximo, iniciar uma versão impressa semanal do ComUM. Esta será complementar à versão online, que não se tornará num mero repositório da informação impressa. Pelas características de que o ‘equipámos’, o ComUM online é o suporte ideal para a desejada confrontação de ideias. É esse debate que faz falta numa Universidade cada vez mais apática.
Parabéns a todos os que, nalgum momento da sua passagem pela UM, estiveram envolvidos no projecto e votos de sucesso para o que lá vem.
Carteira profissional? Que estranho? Dezembro 11, 2007
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Paul Bradshaw aproveitou a pergunta de um(a) do(a)s seus/suas leitore(a)s para lançar um debate a propósito da necessidade da existência de uma entidade que, seguindo um procedimento específico, concede o título profissional de jornalista. É assim em Portugal mas, como diz alguém num dos comentários, processo semelhante foi rejeitada recentemente no Quénia porque seria entendido como uma forma de limitar a liberdade de expressão.
São os contextos, de facto.
Vale a pena seguir a discussão.

