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O preço do Pluralismo - livro (OFCOM) Maio 6, 2008

Posted by Luis Santos in Academia, Economia, Espaço público, Futuro, Investigação, Política, Publicações, Regulação, Sociedade.
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A entidade reguladora britânica, OFCOM, acaba de divulgar o lançamento de um livro encomendou ao Reuters Institute for the Study of Journalism (Universidade de Oxford).
The Price of Plurality:Choice, diversity and broadcasting institutions in the digital age“, editado por Tim Gardam e por David A. L. Levy, pode ser descarregado gratuitamente [.pdf - 935Kb].
Excerto da introdução:
Plurality is a principle to which it is easy to sign up; however, in any PSB system, there is a price to be paid for it. This leads to hard-edged questions that cannot be pushed aside. They involve decisions as to what level of public intervention, direct or indirect, should fund broadcast content in the digital age; and, once determined, how that money should best be distributed. Framing any policy will involve tough trade offs between plurality and impact in our PSB system, and between broadcasters’ diversity and scale.”

Leituras de uma realidade turbulenta Abril 11, 2008

Posted by Luis Santos in Economia, Imprensa, Internet, Jornalismo, Publicidade, Weblogs.
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Duas sugestões de leitura, ambas indicadoras do momento de agitação presente no jornalismo:

1. Financial Woes Now Overshadow All Other Concerns for Journalists

2. New study finds that newspaper blogs fail to increase public dialogue

Simpósio de Jornalismo Digital Abril 4, 2008

Posted by Luis Santos in Economia, Investigação, Jornalismo, Tecnologia.
2 comments

Já arrancou mais um Simpósio Internacional de Jornalismo Digital organizado pela Universidade de Austin-Texas. Importará assinalar a presença de três portugueses - António Granado (Público, UNova), Fernando Zamith (Lusa, UPorto), João Canavilhas (UBI).
É possível acompanhar as sessões em directo, é possível seguir o blog e ver as fotos e é ainda possível descarregar os textos de algumas das comunicações a apresentar.

Así es el nuevo Mundo Março 20, 2008

Posted by Luis Santos in Economia, Imprensa, Internet, Jornalismo.
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Este é o nome do trabalho que nos mostra  - em video, imagens, texto e infografia - como aconteceu a mudança de instalações do El Mundo e a sua integração dupla:  a) com as outras publicações do mesmo grupo num mesmo edifício (Marca e Expansión), b) entre as operações em papel e na internet.
Segundo o Infotendencias (onde recolhi esta informação), as secções de Comunicação, Desporto e Ciência já funcionavam de forma integrada para o papel e para a Web desde Setembro de 2007 e começa agora o gradual processo nas restantes áreas.

(Na foto, a nova secção de Cultura, com uma imagem de Francisco Umbral, escritor e ex-jornalista da casa. Excelente ideia - a memória do passado, reforçando a identidade, o sentido de responsabilidade, o valor social do jornalismo).

A Zon Multimédia e a TV digital Fevereiro 28, 2008

Posted by Sergio Denicoli in Economia, Televisão.
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Após o lançamento oficial dos concursos para a Televisão Digital Terrestre (TDT), pairam algumas dúvidas em relação à participação da Zon Multimédia (que detém a TV Cabo), no concurso referente aos canais pagos, que abrange, inclusive, os canais regionais.

O Regulamento diz que “os direitos de utilização de frequências e a licença de operador de distribuição, no âmbito do presente concurso, não podem ser atribuídos a entidade que detenha no mercado de televisão por subscrição uma quota de mercado igual ou superior a 50%”

 

Mas o administrador da ANACOM, Eduardo Cardadeiro, declarou que a Zon Multimédia, mesmo tendo o domínio de mercado, não está impedida de concorrer, caso faça parte de um consórcio, desde que seja de forma minoritária.

 

Além disso, o projecto inicial era que a interdição da participação na TDT paga, das empresas com mais de 50% do mercado, vigoraria pelo mesmo período das licenças que serão concedidas, ou seja, 15 anos. No entanto, no Regulamento que foi publicado, esse período foi reduzido para oito anos.

 

Portanto, o que hoje pode ser uma oportunidade de democratizar o serviço de TV por subscrição em Portugal, corre o risco de, no futuro, ser um facilitador para a manutenção do actual domínio do sector.

Como defender as marcas dos blogs Fevereiro 27, 2008

Posted by Luis Santos in Audiência, Comunicação, Economia, Media, Participação, Publicidade, Weblogs.
6 comments

Exactamente.
Exactamente assim.
Este é o destaque da revista especializada Meios&Publicidade, onde se afirma o seguinte:

As marcas estão agora mais expostas a ataques provenientes de blogues. Explicamos, num tema destacado na capa desta semana do M&P, que através de uma boa gestão, as marcas poderão tirar dividendos.

Como diz Paulo Querido o facto de alguém ter concebido um tema com este enfoque pensando, naturalmente, que ele agradaria aos seu grupo seleccionado de leitores sinaliza, de forma veemente, duas realidadas (ambas preocupantes):

1. Empresas (e empresários) haverá que entendem os seus potenciais clientes como ‘atacantes’, necessitando, portanto, de (novas) práticas de ‘boa gestão’ para voltar a poder ‘tirar dividendos’;

2. (alguns) Especialistas da comunicação estratégica continuam a pensar nos blogs como uma espécie de ‘episódio momentâneo de interferência’, coisa perturbadora, mas que se resolve…

Novos papéis para os jornalistas Fevereiro 22, 2008

Posted by Luis Santos in Cidadania, Economia, Futuro, Jornalismo, Participação.
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O director do Project for Execellence in Journalism (e também co-autor do livro “The Elements of Journalism”), Tom Rosenstiel, disse há dias, perante uma plateia de profisisonais, que o papel do jornalista está a mudar e que a actividade também…

journalism is shifting from being a a product to a service and, with this, a news outlet shifts from being a final destination to being part of a network.

Rosenstiel avançou quatro potenciais novos papéis para o jornalista:

  • Authenticator: Help the audience figure out what to believe, what can they trust
  • Sense-maker: Help the audience derive meaning from what is happening in the world
  • Navigator: Help the audience find their way around a story, point them to the “good stuff”
  • Forum-leader: Help the audience engage in a discussion in a knowledgeable way

[Encontrei a referência original no SacredFacts]

    A Optimus e os blogs Fevereiro 10, 2008

    Posted by Luis Santos in Audiência, Comunicação, Economia, Publicidade, Weblogs.
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    A campanha de mudança de imagem da Optimus foi uma operação gigantesca e abrangente - pré-anunciou-se (com teasers), anunciou-se de forma massiva no ‘dia D’ e mudou-se a imagem da empresa em todos os suportes de uma vez só. À boa maneira de quem vende - o que quer que seja - também esta foi anunciada como ‘a maior operação’ do género em Portugal.
    Como geralmente acontece também, nem tudo terá agradado a todos.
    Carlos Andrade foi - tanto quanto sei - um dos primeiros a escrever sobre o assunto com um tom ‘menos adequado‘ (se quisermos ver isto do ponto de vista da empresa).
    O assunto teria ficado assim mesmo, não fosse dar-se o caso de, a dada altura, uma pesquisa no Google em Português com a expressão ‘nova optimus’ apresentar os dois posts do ‘Karlus’ no topo dos links não institucionais. O que se seguiu está muito bem explicado num post que se recomenda vivamente do próprio Carlos Andrade - curioso com o tipo de comentários que estavam a aparecer nos tais posts, resolveu averiguar e chegou em três tempos a uma ligação muito forte à agência responsável pela campanha - a EURO RSCG. (E o blog do Karlus não foi o único a merecer a atenção dos ‘bloggers anónimos’, tão rendidos às virtudes da campanha da empresa).
    Há, neste exemplo, claramente duas observações distintas a fazer: a) os blogs já não são - à escala nacional - terreno dispensável numa operação deste tipo; b) a aproximação aos blogs não tomou em consideração o espaço individual e a sua identidade específica tratando tudo e todos de forma idêntica.
    Há, em todo este caso, portanto, uma assombrosa dose de uma mistura explosiva - ingenuidade + soberba.
    Escrevendo sobre o assunto, Paulo Querido, diz o seguinte:

    As débeis tentativas de contra-marketing foram feitas de forma ingénua, tomando a blogosfera como um conjunto de imbecis sem meios de identificar a acção e se protegerem dela.
    (…)
    Não há massas na blogosfera nem comunicação vertical: há indivíduos que conversam. Ou se conversa com eles, ou não - a escolha é esta. Se se decide conversar, não se tratam todos por igual, dirigindo-se-lhes por tu e com uma linguagem infantil - sem reparar sequer que o blogger em questão tem mais de 30 anos, um ou dois graus académicos e alguns milhares de textos publicados.

    Como refere ainda o Paulo Querido, um dos bloggers ‘atacados’ pelos anónimos, Bruno Ribeiro, rematou a sua experiência com um texto em que dá seis conselhos às empresas que queiram relacionar-se com blogs:

    1. Se não conhece as regras do jogo, fique de fora a assistir.
    2. Seja honesto e transparente.
    3. Converse, não venda.
    4. Relevância é a palavra-chave.
    5. Os blogs não são mais um canal de marketing.
    6. Respeite e será respeitado.

    Sensato, não?

    A convergência em todas as suas vertentes Fevereiro 8, 2008

    Posted by Manuel Pinto in Economia, Futuro, Internet, Política, Tecnologia.
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    Já estão aí alguns sinais, mas o mais importante ainda pode estar para aparecer. Veja-se o que era, anos atrás, um telemóvel e aquilo em que ele se foi tornando e vai continuar, certamente, a evoluir.
    Que tendências se detectam neste campo, para além da experiência do consumidor? Em Setembro passado o ministro da Cultura, Média e Desporto do Reino Unido criou um “Think Tank” sobre a Convergência e o seu impacte nos mercados, na vida dos consumidores e dos cidadãos, bem como aas potenciais implicações no plano político e de regulação.
    A OFCOM, a entidade britânica reguladora dos media, que está associada a este grupo, acaba de disponibilizar um documento sobre o seu entendimento acerca da convergência. Intitula-se, precisamente, What is convergence? e encontra-se acessível no site da instituição. De entre os aspectos que aborda, destaca-se: The consumer experience of convergence; Impact on market structures of convergence; The global context of convergence; Key changes underpinning convergence.

    Mau jornalismo = má democracia? Fevereiro 5, 2008

    Posted by Luis Santos in Cidadania, Economia, Imprensa, Jornalismo, Participação, Política.
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    Jon Talton, que sobre si mesmo diz…

    I’ve been a working journalist for 27 years.(…) Now I’m not a 22-year-old HTML kid and have little interest in writing about Britney’s panties. So no newspapers are calling. I’m a writer living in Seattle. Aside from the risk of living under a bridge, I’m free to write the truth and raise hell. That was once the calling of the best newspapers. Now a few of us will try to carry it on as guerrilla journalists and rogue columnists

    …escreve no seu blog um texto pertinente (”What’s really wrong with newspapers“) sobre as razões para a aparente crise no jornalismo norte-americano e deixa bem claro que esse estado de coisas pode ter tido influência na forma como o país se deixou entrar numa espiral de dívida e de envolvimento militar no Iraque sem grande resistência.

    [Sugestão recolhida no ContraFactos]

    PF não esquecer o jornalista (e o jornalismo)! Janeiro 22, 2008

    Posted by Luis Santos in Economia, Futuro, Imprensa, Ipsis verbis, Jornalismo.
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    So in an effort for newspapers to raise revenues, maintain circulation and provide readers with more information in more ways, another crisis might be upon us. Perhaps lost in this evolutionary period of newspaper journalism is the news worker. When he or she is no longer able, or no longer willing, to provide quality journalism, the journalism of crisis won’t be found on Wall Street or in the circulation data. It’ll be found in the newsroom.

    Excerto de um trabalho académico, realizado por Scott Reinardy, com base nas respostas de 770 jornalistas norte-americanos. O trabalho - um estudo quantitativo - conclui que os jornalistas estão hoje mais perto de uma situação de ruptura (”burnout“) do que em 2006 e que quase 75 por cento dos jovens profissionais (menos de 34 anos de idade) expressaram a intenção de abandonar o jornalismo ou responderam ‘não sei’.
    Sugestão recolhida no The Editorialiste.

    PS: A propósito da necessidade de valorização do jornalista e do investimento no trabalho jornalístico valerá também a pena ler o e-mail que James O’Shea enviou à redacção do Los Angeles Times, depois de ter sido despedido da direcção daquele jornal. O’Shea saiu porque não aceitou fazer os novos cortes orçamentais que lhe pediu o administrador.
    Excertos:

    I think the current system relies too heavily on voodoo economics and not enough on the creativity and resourcefulness of journalists. We journalists have our faults, but we also have a lot to offer. Too often we’ve been dismissed as budgetary adolescents who can’t be trusted to conserve our resources. That is wrong.
    (…)
    The biggest challenge we face — journalists and dedicated newspaper folks alike – is to overcome this pervasive culture of defeat, the psychology of surrender that accepts decline as inevitable. This mindset plagues our business and threatens our newspapers and livelihoods.
    (…)
    This company, indeed, this industry, must invest more in solid, relevant journalism. We must integrate the speed and agility of the Internet with the news judgment and editorial values of the newsroom, values that are more important than ever as the hunger for news continues to surge and gossip pollutes the information atmosphere. Even in hard times, wise investment — not retraction — is the long-term answer to the industry’s troubles. We must build on our core strength, which is good, accurate reporting, the backbone of solid journalism, the public service that helps people make the right decisions about their increasingly complex lives. We must tell people what they want to know and — even more important — what they might not want to know, about war, politics, economics, schools, corruption and the thoughts and deeds of those who lead us.

    Imprensa atrai menos portugueses Janeiro 18, 2008

    Posted by Luis Santos in Audiência, Economia, Imprensa.
    1 comment so far

    A Marktest divulgou os resultados mais recentes do Bareme Imprensa e percebe-se que a audiência média está em decréscimo (mitigado, ainda assim, por certo, pelo crescimento no sector dos gratuitos) e que a quebra é mais visível nos jornais do que nas revistas.

    PS: Aparentemente, dos mesmos dados pode fazer-se uma leitura quase inversa. Mas manter-se-á ainda válido o que aqui o que Manuel Pinto escreveu no final do ano passado a propósito da confusão instalada sobre esta matéria.

    Murdoch à espera de Dow Jones Julho 28, 2007

    Posted by Manuel Pinto in Economia, Media.
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    Três textos da Columbia Journalism Review sobre o intrincado processo de compra da Dow Jones (incluindo WSJ - The Wall Street Journal) pela News Corp., de Rupert Murdoch:

    Quem detém o quê Fevereiro 8, 2007

    Posted by Manuel Pinto in Economia.
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    • O grupo Prisa, que detém El País, adquire controlo da maioria das acções da Media Capital que detém a TVI.
    • O grupo RCS (dos italianos do Corriere della Sera), que detém a Unedisa, que controla El Mundo, compra a Recoletos, que detém, em Portugal, o grupo Económico (Diário Económico e Semanário Económico).

    Complicado? Nem tanto.