Resgatando a memória sobre os media em Portugal Maio 7, 2008
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Acaba de sair do prelo “Os Media em Portugal nos Primeiros Cinco Anos do Século XXI“, mais uma obra produzida no âmbito do projecto Mediascópio, da Universidade do Minho, com a chancela da Campo das Letras. Da autoria de uma equipa de investigadores do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e contando com o contributo de outros académicos e jornalistas, o livro analisa o período 2000-2004 e dá continuidade a um trabalho anterior relativo ao período 1995-1999. Tal como este, é constituído por um conjunto de análises sectoriais e é acompanhado de uma cronologia do período em análise, elaborada a partir do levantamento das notícias sobre o sector dos media.
Eis o Índice, para se ter uma ideia das temáticas tratadas:
- Políticas da Comunicação no novo milénio: Crises, Impasses e Fracturas, por Helena Sousa
- Novos desafios a um velho ofício ou… um novo ofício? A redefinição da profissão de jornalista, por Joaquim Fidalgo
- O Google [2000-2004]: a emergência de um fenómeno global, por Alberto Sá
- A Programação Televisiva para as Crianças, por Sara Pereira
- Da justiça dos tribunais à barra da opinião pública: As relações entre a Justiça e a Comunicação Social, por Joaquim Fidalgo e Madalena Oliveira
- A Formação em Jornalismo: os sinais e problemas de um debate latente, por Sandra Marinho
- Da Pós-Neotelevisão: a reconfiguração do prime-time nos canais generalistas portugueses, por Felisbela Lopes
- Sensibilidade, mas com bom senso - Tratamento informativo da dor, por Madalena Oliveira
- As opções de primeira página de dois diários de referência em dois momentos cruciais da vida política, por Hália Costa Santos
- Novas tendências no sector da imprensa, por Sara Moutinho
- Era uma vez a convergência…, por Elsa Costa e Silva
- A cidadania e os media em Portugal: Notas sobre um período de sinais contraditórios, por Manuel Pinto
- Rádios Locais em Portugal, 2000-2004, por Rogério Santos
- Imprensa local e regional: à beira do sobressalto? Análise do quinquénio mais importante da história do sector, por Paulo Ferreira
- Televisão Regional e Local em Portugal, por Dora Mota
Lê-se na contra-capa:
“Se os media são agentes fundamentais da produção e circulação da cultura, da informação e do entretenimento, como realizam eles esse papel? Eles, que tanto falam dos outros, que dizem a respeito de si mesmos? A que problemas e sectores dão visibilidade? Que aspectos subestimam ou silenciam?
(…) Os autores desejam que este livro possa contribuir para a compreensão crítica do campo dos media e do jornalismo e, ao mesmo tempo, fornecer subsídios para a memória histórica, neste domínio tão relevante das nossas sociedades”.
O preço do Pluralismo - livro (OFCOM) Maio 6, 2008
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A entidade reguladora britânica, OFCOM, acaba de divulgar o lançamento de um livro encomendou ao Reuters Institute for the Study of Journalism (Universidade de Oxford).
“The Price of Plurality:Choice, diversity and broadcasting institutions in the digital age“, editado por Tim Gardam e por David A. L. Levy, pode ser descarregado gratuitamente [.pdf - 935Kb].
Excerto da introdução:
“Plurality is a principle to which it is easy to sign up; however, in any PSB system, there is a price to be paid for it. This leads to hard-edged questions that cannot be pushed aside. They involve decisions as to what level of public intervention, direct or indirect, should fund broadcast content in the digital age; and, once determined, how that money should best be distributed. Framing any policy will involve tough trade offs between plurality and impact in our PSB system, and between broadcasters’ diversity and scale.”
Recorte [Diário do Minho] Abril 1, 2008
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XI Jornadas de Ciências da Comunicação Março 27, 2008
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As XI Jornadas de Ciências da Comunicação (organizadas pelo grupo de alunos de Comunicação da Universidade do Minho - GACSUM) acontecem já na próxima semana, nos dias 1 e 2 de Abril (terça e quarta).
O tema genérico das jornadas deste ano é “Verdade ou Consequência”, uma alusão ao jogo com o mesmo nome, mas também o mote para debates sobre a responsabilidade do sector.
O programa é o seguinte:
Dia 1 de Abril 9h30 – Sessão de abertura
Moisés Martins
Presidente do Instituto de Ciências Sociais
Felisbela Lopes
Directora do 1º ciclo de Ciências da Comunicação
Manuel Pinto
Director do 2º ciclo de Ciências da Comunicação
Cláudia Lomba
Presidente do GACSUM10h30 – O Jornalismo é manipulação?
Carlos Rodrigues Lima
Jornalista do Expresso
José Pedro Marques Pereira
Jornalista da RTP
Manuel Carvalho
Director-adjunto do Público
Paulo Baldaia
Director da TSF
Moderador: Manuel Pinto
Docente de Jornalismo – UM
Apresentação do livro
O Jornalista em Construção de Joaquim Fidalgo14h00 – Realidade ou cosmética nas empresas
Alexandre SilvaResponsável pela comunicação Corporativa – Bosch
Carlos LizDirector geral da APEME
José MenezesDirector de Comunicação da leYa
Júlia Costa
Coordenadora de eventos – Solinca/Sonae
Moderador: Teresa Ruão
Docente na área de Publicidade e RP – UM
16h30 – Pausa para café
17h00 – Desenvolvimento de Videojogos e Ambientes Interactivos
Diogo AndradeDirector Criativo e de Tecnologia da Spellcaster Studios
Filipe Pina
Produtor de jogos da Seed Studios
Ivan Franco
Director de I&D da YDreamsNelson Calvinho
Director da revista de jogos Hype!
Moderador: Nelson Zagalo
Docente na área de Multimédia – UM
22h00 – Noite na Velha-a-Branca
Take One! Exibição de curtas a concursoDia 2 de Abril
9h30 – Pós-Produção ou Efeitos Visuais
Diogo Valente
Director Criativo da Dreamlab
Luciano Ottani
Realizador da Showoff-Films
Moderador: Ângelo Peres*
Docente na área de Audiovisuais – UM
11h00 – Pausa para café11h15 – A marca “Portugal”
Carlos Coelho
Presidente da Ivity Brand Corp; autor do livro “Portugal genial”
Francisco Coelho
Docente do IPAM
Henrique Agostinho
Director de marcas da Sonae Sierra; autor do livro “Vende-se Portugal”
Moderador: Ana Melo
Docente na área de Publicidade e RP – UM14h30 – Novo perfil do profissional de comunicação
André Rabanea
Director da Torke Stunt Marketing Estratégico
Bruno Carvalho*
Porto Canal
Pedro Almeida
Director do Mestrado Comunicação e Multimédia da Universidade de Aveiro
Moderador: Luís Santos
Docente de Jornalismo – UM
16h – Pausa para café
16h30 – As consequências do curso: ex-alunos
Adelina Cabral
Relações Públicas da IMAGO
Hélder Beja
Jornalista do Semanário Sexta
Lina Vilela
Directora de contas da LOWE
Madalena Barbosa
Directora editorial da Esfera das Ideias
Sara Antunes Oliveira
Jornalista da Sic
Telmo Dourado
Técnico de Audiovisuais da RTP
Moderador: Phillipe Vieira
Aluno do mestrado em Informação e Jornalismo – UM
22h00 – Noite na Velha-a-Branca
Ex-alunos contam os bastidores do estágio e peripécias da profissão
Moderador: Cláudia Lomba
Presidente do GACSUM
*por confirmar
Lançamento: O JORNALISTA EM CONSTRUÇÃO Março 22, 2008
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Deve estar já a “romper” nas livrarias o mais recente livro de Joaquim Fidalgo.
O Jornalista em Construção. A obra resulta de parte do texto da tese de Doutoramento que o autor defendeu no início de 2007 na Universidade do Minho. Trabalho de enorme e reconhecido mérito, este livro será, naturalmente, uma referência inescapável da produção bibliográfica portuguesa sobre o jornalismo e os jornalistas.
Este livro procura analisar o percurso histórico feito pelos jornalistas, sobretudo entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, com vista à afirmação da sua actividade como uma autêntica profissão, socialmente reconhecida e juridicamente legitimada. Numa primeira parte, faz-se uma breve abordagem teórica da sociologia das profissões e dos diversos paradigmas que, ao longo das últimas décadas, foram sendo objecto de estudo e de debate. Na segunda parte, percorre-se o caminho, nem sempre linear, feito pelos jornalistas em diversas latitudes e em diferentes contextos socioculturais, procurando definir e autonomizar o seu ofício por relação com outros ofícios da comunicação. A conclusão genérica sugere que este esforço de profissionalização dos jornalistas tem sido um processo difícil, contraditório, feito de avanços e recuos, de tensões e negociações permanentes, à medida de uma actividade cuja catalogação suscita ainda hoje algumas controvérsias.
Texto da contracapa
Título nº 17 da
Colecção Comunicação – Porto Editora / PORTO
As crianças e os media Março 11, 2008
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São divulgadas na edição de hoje do jornal Público as conclusões de um estudo empreendido por investigadores da Universidade Nova de Lisboa acerca do modo como crianças e jovens são retratados nas notícias. Algumas ideias em síntese:
-
as crianças sofrerão as consequências da exposição mediática em momentos em que deveria ter sido protegida a sua identidade;
-
«são as crianças com menos de 12 anos, em situações de maus tratos, abandono, negligência ou com um padrão de delinquência infantil, as que vêem mais frequentemente a sua identidade exposta»;
-
há “claríssimas” violações dos direitos das crianças pelos media;
-
os jovens delinquentes são primeiramente condenados na praça pública.
O estudo agora divulgado pelo Público observou particularmente o modo como, em 2005, os jornais trataram as crianças. Muitos outros acontecimentos dão sinais de que, pelo menos, alguns destes problemas se mantêm. No âmbito de um projecto par, aprovado pela FCT em 2006, um grupo de investigadores da Universidade do Minho está também a estudar as imagens da infância nos media. Procurando analisar os discursos mediáticos sobre crianças em risco, publicados durante o ano em curso, este projecto visa, entre outros aspectos:
-
caracterizar as notícias sobre crianças na comunicação social portuguesa;
-
identificar o modo como a noção de risco é construída pelo discurso mediático;
-
reconhecer tendências e diferenças na cobertura noticiosa sobre crianças;
-
analisar como as crianças são retratadas do ponto de vista imagético (fotojornalismo e outros meios audiovisuais e multimedia).
As crianças que são notícia sofrem duas vezes, as suas vidas não serão como poderiam ser se não houvesse exposição da sua identidade.
Público, 11 de Março de 2008
ComUM: do digital para o impresso Fevereiro 25, 2008
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Hoje foi um dia importante para os estudantes de Ciências da Comunicação (licenciatura e mestrado) da Universidade do Minho. Puseram cá fora o nº 1 do ComUM, um jornal impresso de distribuição gratuita, dirigido por Rui Passos Rocha, pago com publicidade angariada por membros de uma vasta equipa que, como é sabido, alimenta também um projecto digital, o ComUM online.
Há duas matérias que fazem os principais títulos de capa e que poderão dar que falar: um departamento da UM acusado por um docente de o ter forçado a silenciar um blogue humorístico e, por outro lado, uma reportagem junto de universitárias que se prostituem para atenuar dificuldades financeiras.
ComUM de volta Fevereiro 15, 2008
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Depois de uma breve pausa, o ComUM inicia hoje mais uma nova aventura.
Há algumas alterações visíveis, nomeadamente nas formas de participação disponíveis a quem lê.
Rui Passos Rocha escreve no editorial:
“Damos o taco a quem tem bom swing, incitando a comunidade académica a repelir o comodismo que se vai abstendo de aliar as crescentes horas de estudo incessante, trabalhos repisados, praxes desenfreadas e videojogos desintelectualizadores à mínima consciência do soprar dos ventos (ou melhor, da forma como são soprados e por quem)”.
Recorde-se que o ComUM é um projecto jornalístico criado (em 1994) e gerido exclusivamente por alunos do curso de Comunicação Social da Universidade do Minho.
Sobre a formação contínua dos jornalistas Fevereiro 3, 2008
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De entre os aspectos que tenho por mais gratificantes no trabalho de formação universitária de jornalistas destaca-se a presença nas aulas (de licenciatura, de mestrado, de doutoramento) de jornalistas que estão / estiveram no activo. A maturidade e a riqueza do seu contributo (e, havendo oportunidade, a colaboração que podem dar no próprio ensino) é das dimensões mais relevantes para a qualificação do ensino superior.
É claro que a formação de jornalistas não se faz apenas mediante a frequência de cursos mais ou menos formais nas Universidades. A revista Jornalismo e Jornalistas, no seu último número, dá bem a ideia da diversidade de possibilidades e de oportunidades que se abrem hoje aos profissionais. Ainda que custe ver a insensibilidade reinante entre a maioria das administrações e chefias dos media jornalísticos, que tendem a ver a valorização profissional dos seus quadros mais como um gasto do que como um investimento e uma prioridade. A insensibilidade vai, não raras vezes, ao ponto de nem sequer facilitarem a vida àqueles que pretendem frequentar a formação, obrigando-os, para tal, a recorrer a folgas, férias e licenças sem vencimento.
Julgo, todavia, que as instituições vocacionadas para a formação, têm, também, neste plano, um grande caminho a fazer. Não apenas no sempre incompleto esforço de adequação da formação às necessidades das redacções de hoje, mas inclusivamente no reconhecimento do saber que os profissionais trazem para a Universidade. Há, de facto, saberes e competências que só uma formação sistemática e aprofundada proporciona, mas há outros que faltam na Universidade e que os profissionais, em níveis diversos possuem. Poderia, assim, ser muito mais de troca de saberes e de serviços a concepção dominante da formação de jornalistas no activo. E, se assim fosse, talvez as próprias empresas (algumas, pelo menos) pudessem estar interessadas em colaborar e entrar no jogo, quem sabe!?
Pus-me a reflectir sobre isto, ao ler hoje o texto “Conversas sobre bom jornalismo com Kapuscinski“, de Ryszard Kapuscinski, que o Público traz na edição de hoje, como pré-lançamento do livro da Relógio d’Água “Os Cínicos não Servem para Este Ofício”. Nele Kapuscinski enuncia três requisitos para o exercício do jornalismo. Um deles é o “sacrifício” e a dedicação exigidos por uma profissão que não acaba no fim da jornada de trabalho. O outro é o da “paciência” e do tempo necessário para se mostrar (ao público) o valor do trabalho próprio. O terceiro é o da formação contínua. E escreve ele, a este propósito:
O segundo requisito da nossa profissão é o aprofundamento constante dos nossos conhecimentos. Há profissões em que vamos para a Universidade, obtemos o diploma e o estudo acaba ali. Devemos simplesmente gerir, para o resto da vida, o que aprendemos. No jornalismo, ao invés, a actualização e o estudo constantes são a conditio sine qua non. O nosso trabalho consiste em indagar e em descrever o mundo contemporâneo que está em permanente, profunda, dinâmica e revolucionária transformação. De um dia para o outro, temos de acompanhar tudo isto e ser capazes de prever o futuro. Por isso, é necessário aprender e estudar constantemente.
Webnotícia - livro de João Canavilhas Fevereiro 1, 2008
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Está já disponível online o livro “Webnoticia: Propuesta de modelo periodístico para la WWW” (.pdf, 2,89 Mb) que se apresenta como uma edição adaptada da tese de Doutoramento defendida na Universidade de Salamanca, no final do ano passado, por João Canavilhas, docente e investigador da Universidade da Beira Interior.
Um trabalho rigoroso e detalhado sobre os fundamentos teóricos do ciberjornalismo que avança um novo modelo de produção jornalística para a web - a ‘pirâmide deitada‘ em vez da conhecida ‘pirâmide invertida’ - num contexto mais alargado de uma proposta de uma linguagem convergente com base no que o autor designa por gramática multimédia.
Novo livro da colecção “Comunicação e Sociedade” Janeiro 31, 2008
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Acaba de ser publicado o livro “Preto e Branco - A naturalização da discriminação racial”, que resulta da tese de Doutoramento de Rosa Cabecinhas. A autora, premiada em 2004 pelo “Alto Comissariado para a Imigração e as Minorias Étnicas”, estudou sobretudo o contributo da Psicologia Social para o entendimento do fenómeno do racismo. É seguramente um livro que se recomenda também a quem se preocupa com a reprodução de estereótipos e mecanismos de discriminação racial através dos media. [Edição conjunta do CECS e da Campo das Letras]
(Rosa Cabecinhas é docente do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho e membro do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade)
Assinalar os 50 anos do “Telejornal” Janeiro 28, 2008
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Em Outubro de 2009, o Telejornal da RTP1 festeja os seus 50 anos. Para além do simbolismo da data, há ainda outros elementos que tornam mais relevante esse aniversário: ao reflectir aquilo que se considera serem os acontecimentos mais importantes de Portugal e do mundo, o Telejornal vai espelhando um certo modo de olhar a nossa sociedade e, simultaneamente, desenhando um determinado espaço público. Por outro lado, este programa vai não só absorvendo o modo de fazer jornalismo próprio de uma época, como também ditando diferentes contornos para o campo jornalístico que, nestes anos, foi adquirindo renovadas configurações.
Uma equipa de investigadores do Centro de Estudos Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS), dando continuidade à investigação que vem desenvolvendo sobre a informação televisiva, vai assinalar os 50 anos do Telejornal com um conjunto de iniciativas. Uma delas será a edição de um número da revista “Comunicação e Sociedade” (nº 15) dedicada aos noticiários televisivos, que pretende sistematizar os estudos desenvolvidos neste domínio. Neste contexto, convidamos os membros da SOPCOM, principalmente os membros do GT de Estudos Televisivos, a participarem neste número. Pretendemos reunir textos que incidam nos seguintes aspectos:
* Lugar do telejornal na programação dos canais generalistas ao longo dos 50 anos
* Alinhamentos dos noticiários (em período de monopólio e/ou pós-privadas)
* Informação e serviço público de televisão
* Telejornal enquanto género em mutação
* Tendências de evolução da informação televisiva no contexto do digital
* Estado da arte sobre a investigação académica da informação televisiva
* Linhas de estudo/análise da informação televisiva
Os autores que desejem submeter artigos devem enviar os originais em formato electrónico até 30 de Abril para cecs@ics.uminho.pt e felisbela@ics.uminho.pt
Que fica das polémicas de 2007? Dezembro 31, 2007
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O ano de 2007 foi, no campo dos media, fértil em polémicas: a cobertura do desaparecimento de Madeleine McCann; o processo em torno do novo Estatuto do Jornalista; o lugar da regulação e da entidade reguladora; o serviço público de televisão nos 50 anos da RTP, etc…
A parte esmagadora da polémica centrou-se na luta ideológico-partidária e na contestação à política do Governo. É salutar que haja polémica. Mas é também salutar que ela assente em matéria consistente e não em fumaça. De outro modo cansa e satura. E pode até ser perigosa: porque de tanto berrar que vem aí o lobo…
A mensagem que se fez e se tem feito passar é a de que existe uma estratégia bem urdida pelo Governo de controlo da informação, de silenciamento do jornalismo independente e, em última análise, de ameaça à liberdade de expressão e de imprensa.
Deixemos de lado, por risível, a posição dos que entendem que chegámos a uma situação igual ou mesmo pior do que aquela que tínhamos antes do 25 de Abril. Se tal tivesse o mínimo cabimento, os Gato Fedorento há muito que teriam sido irradiados do ecrã do serviço público, pelo menos em horário de ‘prime’ time’.
Não seremos ingénuos ao ponto de pensar que este Governo, como todos os outros, aqui e lá fora, não governam pela e para a comunicação social e que, por conseguinte, não procuram assegurar que a sua mensagem passe melhor do que as posições adversárias. Mas a facilidade com que se deslocam para a esfera do poder argumentos e responsabilidades que são também de quem os utiliza debilita, por vezes, a própria crítica.
Um exemplo: o projecto de Estatuto do Jornalista foi objecto de contestação em diversos quadrantes e com enfoques nem sempre coincidentes, em particular entre o sector sindical e o daquele que poderíamos classificar como pró-ordem dos jornalistas. Todos diziam que o caminho certo seria não a hetero-regulação mas a auto-regulação. Porém, em mais de um ano de lutas, deu-se algum passo consistente para retirar ao poder político argumentos naquilo que foi caracterizado como “fúria legislativa”? Reitero aquilo que já escrevi anteriormente e que vale também para a feroz contestação à existência e actividade da ERC: uma mera contestação reactiva, que não passa a um patamar de auto-organização e definição de regras entre parceiros, só pode redundar em inconsequência e em reforço da lógica hetero-regulatória.
Por outro lado, as tensões e contradições continuam a ser formuladas em termos dicotómicos (media vs governos; trabalhadores vs. patrões …), quando, hoje, a complexidade das organizações e dos sistemas arrasa com tais simplismos. O caso dos ‘direitos de autor’ dos jornalistas - um ponto em evidência nos debates sobre o Estatuto - aí está para o mostrar.
Olhando para 2008, é desejável que as polémicas continuem, que se continue a escrutinar os actos governamentais e a denunciar eventuais atropelos. A democracia definha quando tal não se verifica. Mas é preciso reflectir e estudar mais os assuntos, envolvendo todos quantos podem dar contributos nesse sentido. Neste ponto, creio que seria vantajoso tirar partido da crescente presença de profissionais e gestores dos media nos cursos universitários, como docentes ou palestrantes, para potenciar plataformas que habilitem o estudo e qualifiquem a acção. Os anglo-saxónicos recorrem frequentemente a este tipo de “think tanks”, de carácter mais permanente ou mais conjuntural e, em alguns casos, pelo menos, os resultados são positivos. Os universitários têm muito a aprender com esse tipo de intercâmbios. E têm provavelmente algum contributo a dar.
Dois anos @ ComUM Dezembro 11, 2007
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O ComUM online, expressão na web de um projecto jornalístico criado (em 1994) e gerido exclusivamente por alunos do curso de Comunicação Social da Universidade do Minho, faz amanhã dois anos.
A recente remodelação trouxe-lhe uma nova dinâmica gráfica que corresponde também a uma maior dinâmica na cobertura de eventos relativos a dois universos: a universidade e a região onde se insere.

Há, claramente, um caminho sério que está a ser feito e que - para quem conhece a oferta local - dá já ao ComUM um lugar de grande destaque. Mas há ambições por cumprir:
(…) tencionamos, em Fevereiro próximo, iniciar uma versão impressa semanal do ComUM. Esta será complementar à versão online, que não se tornará num mero repositório da informação impressa. Pelas características de que o ‘equipámos’, o ComUM online é o suporte ideal para a desejada confrontação de ideias. É esse debate que faz falta numa Universidade cada vez mais apática.
Parabéns a todos os que, nalgum momento da sua passagem pela UM, estiveram envolvidos no projecto e votos de sucesso para o que lá vem.
Dezembro 3, 2007
Posted by Manuel Pinto in Academia, Media.add a comment


