‘Sinal dos tempos’: “Monitor” abandona o papel

A decisão dos donos do diário norte-americano e internacional The Christian Science Monitor de acabar com a publicação impressa a partir de Abril do próximo ano configura um caso que merece ser analisado e acompanhado com a maior atenção.

E provavelmente o director do jornal terá alguma razão quando diz que estão a dar o “salto” que outros diários irão dar nos próximos cinco anos.

A ironia da situação reside no facto de a medida ser tomada precisamente quando a publicação atinge o primeiro centenário. Apesar do nome, o jornal não tem dependência editorial relativamente à confissão religiosa do qual emergiu em 1908. Ao longo dos cem anos de vida, ganhou vários Pulitzer e afirmou-se como um órgão de referência, nomeadamente na cobertura dos assuntos internacionais. De resto, o jornal encontra na opção agora tomada uma forma de conseguir aguentar as suas oito delegações em países estrangeiros, um número que não há muitos media norte-americanos que se possam gabar de possuir.

The Christian Science Monitor passará a apostar estrategicamente na web, em que foi, de resto, pioneiro, em vários momentos, desde 1996. Passará, por outro lado, a editar uma revista semanal em suporte impresso.

Este é, certamente “um sinal dos tempos”, como observa judiciosamente o António Granado no Ponto Media.

ACTUAL.1 – Vale a pena ler, a este propósito, uma visão bastante diversa, transmitida pelo director do “peso pesado” The New York Times, numa mensagem que acaba de enviar à redacção: “My confidence in The Times rests on the obvious, overwhelming, growing demand for what we do. It rests on the loyal print audience that will sustain us as our digital operations grow.”, escreve Bill Keller (cf. Executive Editor Bill Keller’s Remarks to the Times Staff Today)

ACTUAL. 2 - Ver, no JN: Jornais ainda estão longe do temido fim.

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