Pollack, “A Calúnia” e o jornalismo Maio 27, 2008
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“África Minha”, “Os Cavalos Também se Abatem”, claro, mas também a trajectória de realizador televisivo (série “O Fugitivo”, por exemplo) - tudo isto a morte de Sidney Pollack nos faz lembrar. Mas é para “Absence of Malice”, que por cá circulou como “A Calúnia” que chamo a atenção, na esperança de que as gerações mais novas , para quem este filme possa ter passado despercebido, o descubram, ou gerações mais velhas o voltem a revisitar.
Em “A Calúnia” tematiza-se uma questão que eu diria cada vez mais actual: a manipulação dos jornalistas pelas suas fontes de informação. Mesmo dos jornalistas que não são venais, que querem ser sérios. Num clima de concorrência desenfreada, jovens sedentos de mostrar o que valem, estão particularmente vulneráveis e a vigilência nunca é excessiva. Porque a sofisticação dos processos ultrapassa com frequência o engenho mais prodigioso.
“Categorias de media sociais” Maio 27, 2008
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Fred Cavazza, um consultor e especialista francês de assuntos relacionados com a Internet e web 2.0, propõe uma tipificação interessante dos chamados “media sociais”, com interesse (variável) para o campo jornalístico:

- Ferramentas de publicação, plataformas de blogues (Typepad, Blogger, Skyblog…), platefomas de wiki (Wikipedia, Wikia, Wetpaint…), espaços de ‘jornalismo participativo (Digg, Newsvine, Wikio, Agoravox…) ;
- Ferramentas de partilha de vídeos (YouTube, Dailymotion…), de fotos (FlickR…), de links (del.icio.us, Ma.gnolia…), de música (Last.fm,Deezer…), de slides (Slideshare), etc
- Ferramentas de debate como os foruns (PHPbb, vBulletin, Phorum…), fóruns vídeo (Seesmic), ferramentas de chat (Yahoo! Messenger, Windows Live Messenger, Meebo…) sistemas de VoIP (Skype, Google Talk…) ;
- Redes sociais generalistas (Facebook, MySpace, Bebo, Hi5, Orkut…), de nicho (LinkedIn, Boompa…);
- Ferramentas de micropublicação (Twitter, Pownce, Jaiku, Plazes…) e derivados (twitxr, tweetpeek), bem como serviços de lifestream (FriendFeed, Socializr…) ;
- Plataformas de livecast (Justin.tv, BlogTV, Yahoo! Live, UStream…) e respectivos equivalentes móveis (Qik, Flixwagon, Kyte, LiveCastr…) ;
- Universos virtuais (Second Life, Entropia Universe, There…), chats em 3D (Habbo, IMVU…), e universos para os mais pequenos (Stardoll, Club Penguin…) ;
- Plataformas de jogos com múltiplos jogadores (Neopets, Gaia Online, Kart Rider, Drift City, Maple Story), os MMORPG (World of Warcraft, Everquest…) assom como portais de casual game (Cafe, Pogo, Kongregate, iWin…).
O autor, que expressa algum distanciamento face ao conceito de web 2.0, sugerindo que está esgotado, adopta, em alternativa, o de media sociais. E acompanha esta listagem de um conjunto de observações judiciosas, salientando, num dos pontos: “Rassurez-vous, nous n’en sommes qu’au tout début des médias sociaux”.
