Imprensa: morte (e ressurreição?)

Multiplicam-se os indicadores do declínio dos jornais. Os dados da circulação relativos ao ano de 2007, em Portugal, não desenham um panorama animador. Mas cada título continua a reagir à moda antiga. O exemplo porventura mais típico é o do Diário de Notícias. A leitura que faz dos dados da APCT é reveladora: “DN é o menos prejudicado em queda generalizada dos jornais“. Um pouco ao género do “diz o roto ao nu”.

As dificuldades não são certamente só nossas e sentem-se em diversas outras paragens. Ainda ontem o site da revista Editor & Publisher divulgava dados na Newspapers Association of America, segundo os quais a queda dos rendimentos publicitárias por parte da Imprensa dos EUA foi a pior dos últimos 70 anos.

Mas o que preocupa é que enquanto, noutros lados, os media e as respectivas associações lançam iniciativas e criam programas para procurar encontrar saídas, aqui parece optar-se por navegar à vista, à espera que em algum lado se descubra a varinha de condão que possa desanuviar ou redescobrir o futuro. Este é que, seguramente, não é o caminho.

Para reflectir sobre esta questão, duas sugestões recentes:

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2 pensamentos em “Imprensa: morte (e ressurreição?)

  1. Se o Jornalista não procura saber o que se passa é, foi assim que aprendi com os mestres, um imbecil. Se o Jornalista consegue saber o que se passa mas, eventualmente, se cala é um criminoso.

    Será que tudo isto quer dizer que são cada vez mais os portugueses que não conseguem, ou não querem, comer gato por lebre e entendem que no jornalismo há cada vez mais imbecis e criminosos?

  2. Giro, giro, é que o título acaba por ser desmentido na própria notícia… onde pode ler-se: “O DN é o jornal que menos cai no sector dos diários generalistas, que regista uma queda generalizada, com excepção do Correio da Manhã.”

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