“Do que o meu povo gosta”? Junho 1, 2007
Posted by Manuel Pinto in Audiência, Televisão.trackback
São dados relativos ao período Janeiro-Abril nos quatro canais de sinal aberto, acabados de divulgar pela Marktest e que nos proporcionam alguma informação sobre a relação entre a oferta e a procura de TV:


Telenovela, telenovela, telenovela: mais de um quinto (22,1%) dos telespectadores consome, ainda que esse género de programas represente apenas 10,7% do total da oferta televisiva.
Considerando como universo os residente no Continente, com quatro anos ou mais, verifica-se que aquilo que normalmente preenche o prime time das grelhas (novelas, publicidade e notícias) representa mais de metade do tempo de consumo total de TV (52%).
Ainda segundo a empresa, no mesmo quadrimestre, seria preciso considerar seis tipos de programas - para além dos três citados, também os filmes, os noticiários e as séries - para se conseguir cerca de metade do tempo total de oferta.As notícias são o género que apresenta melhor relação entre a oferta e a procura.
Como parece óbvio, não é apenas a o interesse dos telespectadores por certo tipo de propramas que influencia a audiência. É também - sobretudo? - o modo como se estrutura e ‘empacota’ os programas disponíveis para difundir. A confecção da grelha de programação parece ser, aqui, um factor decisivo. Por outras palavras: a hora a que se programa.

isto é enganoso porque é em percentagem do consumo total
na tv há novelas todos os dias e futebol só aos fins-de-semana
senão era ver os conteúdos desportivos no topo da lista
“Lá fora” é igual!
e o facto de os ecrãs publicitários estarem entre os mais preferidos à frente das séries de ficção? Desculpem, mas tenho de ir ali ver um ecrã e não posso continuar este texto!!
João Paulo Meneses, percebo a ironia. Apesar de tudo, se bem interpreto, não se trata de preferência, mas de consumo.
“lá fora” ser igual tem muito que se lhe diga. Telejornais com 1h30 de duração?? Telenovelas das 18h às 24h com intervalo para telejornais???
Não admira as médias do consumo. Só tenho pena, é que quem paga estes “ecrãs publicitários”, e no fundo permite que este tipo de programação se mantenha, não tenha ainda percebido que consumo (televisão ligada) não é o mesmo que receber a informação, por muito persuasiva que ela seja. No entanto, parece-me que em parte alguns já perceberam, não é por acaso que a publicidade em canais como o FOX ou AXN (canais temáticos de séries) tem aumentado.