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O “Novo Público” Fevereiro 2, 2007

Posted by Manuel Pinto in Imprensa, Jornalismo.
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Existe alguma expectativa acerca das novidades que o Público nos vai trazer em breve. Já começamos a ver a campanha de rua, de media e de marketing viral, posta a rolar. Mas do ponto de vista de um posicionamento novo face ao jornalismo que o jornal pretenderá fazer, até agora não se ouviu praticamente nada do próprio jornal. O que se sabe chega normalmente de fora. E o que abre caminho é uma campanha de marketing voltada para o “lançamento do Novo Público”. Assim mesmo, com maiúsculas. Será que o jornal vai mudar de título? de projecto jornalístico? de rosto? Não era de esperar que, nesta altura do campeonato, já se estivesse a dizer alguma coisa aos leitores (isto para não ir ao exagero! de sugerir que os leitores também poderiam ter alguma coisa a dizer sobre o assunto!).

Será apenas impaciência deste lado?
Entretanto, à falta de vídeos informativos, os vídeos promocionais estão aqui:

Comentários»

1. Joaquim - Fevereiro 2, 2007

É uma paciência legítima de um leitor exigente. Como aliás, tantos outros. Vale a pena lembrar que, até se chegar a este “Novo Público” (seja lá o que isto for), houve uma enorme convulsão na vida do jornal. O que sairá dali é o resultado dessa mesma «reestruturação», da qual o director, José Manuel Fernandes, foi o rosto mais visível.

2. Inês - Fevereiro 3, 2007

Também estou curiosa. Será que o “Novo Público” vai “aniquilar” o “Velho Público”? Seja qual for a mudança, a verdade (tal como diz o comentário anterior) é que o actual projecto é a “cara” de JMF. Logo, só vejo um “Novo Público” sem JMF…

3. sylvia moretzsohn - Fevereiro 4, 2007

Peço licença para fazer um comentário “de fora”, porque embora do outro lado do Atlântico eu leio regularmente o Público e, por prazer e dever de ofício, procuro acompanhar os debates sobre jornalismo. Os vídeos são muito ágeis - tudo rima, tudo tem ritmo, mas o sentido geral me parece totalmente impróprio ao que deveria ser uma peça publicitária de um jornal de referência: todos esses apelos ao “viva” isso e aquilo, que obviamente têm um duplo sentido, e a exaltação das possibilidades da internet e do “jornalista-cidadão”, que enfatiza essa suposta vitalidade do “público” em todos os aspectos da vida e descuida do mais importante - o rigor na informação, a necessidade de um jornal como fonte de esclarecimento, etc.

E não deixa de ser curioso saber que “o mundo é público” mas o jornal, nem tanto, desde que se restringiu o acesso à versão on line, primeiro à totalidade do conteúdo, agora “apenas” aos artigos - logo esse jornal que diz viva ao debate e à opinião… Pois sim, o mundo é público, but still there’s no free lunch…