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Entre o bem público e a reserva da vida privada Novembro 8, 2009

Posted by Joaquim Fidalgo in Cidadania, Investigação, Jornalismo, Ética.
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Ao ler as notícias do fim-de-semana sobre o facto de as escutas telefónicas a Armando Vara também terem ‘apanhado’ José Sócrates em conversas duvidosas, lembrei-me do outro caso das escutas – o do Verão. Nessa altura, um dos grandes motivos de polémica foi o facto de o “Diário de Notícias” ter divulgado publicamente um fax PRIVADO, trocado entre dois jornalistas do “Público”. Não faltaram jornalistas (e comentadores, como Pacheco Pereira…) a repudiar vivamente aquela publicação, quase se recusando a discutir o fundo da questão (a existência, ou não, de uma manobra de manipulação informativa lançada por Belém, com a voluntária ou involuntária cumplicidade do jornal então dirigido por José Manuel Fernandes) por, diziam, se basear numa inaceitável divulgação de correspondência privada.

Agora, não vi ninguém (nem jornalistas, nem Pacheco Pereira…) escandalizar-se com o facto de as últimas suspeitas envolvendo José Socrates se basearem no conhecimento e na divulgação de telefonemas PRIVADOS entre o primeiro-ministro e Armando Vara. Mais: não será verdade que todo o processo “Face Oculta”, que está a permitir desmontar uma aparente rede de corrupção de vasto alcance, se baseou grandemente em escutas telefónicas que apanharam conversas privadas entre os diversos arguidos? E as escutas telefónicas que já nos fartámos de ver publicadas em jornais, desde o “Apito Dourado” ao “Caso Casa Pia”, passando pela “Operação Furacão” ou pelo “Caso Portucale”, não incidiam todas elas em conversas privadas? E o fax que há dias vimos reproduzido em jornais, um fax trocado entre responsáveis do Freeport com referências a um suborno de dois milhões de euros, não era, ele também, correspondência privada? E o célebre DVD que a TVI mostrou em tempos, com acusações directas a Sócrates, não era ele, igualmente, resultado da  uma filmagem clandestina de um encontro privado entre duas ou três pessoas?… Em resumo: haverá algum caso, recente ou antigo, de investigações sobre crimes de corrupção e de tráfico de influências que não se baseie, mais ou menos, em elementos (telefonemas, cartas, faxes, e-mails) que claramente se inscrevem no domínio das relações privadas entre pessoas?… E é por isso que os vamos desconsiderar pura e simplesmente, recusando-nos até a discuti-los, porque interferem com o direito fundamental das pessoas à privacidade?… E se isso acontece em todos os casos em que há suspeitas de crime, ou de engano, ou de atropelo a valores básicos do interesse público, por que devemos abrir excepção quando os intervenientes directos são jornalistas?… 

Sei que cada caso é cada caso e que o caso das escutas do Verão é bastante complexo. Mas, independentemente disso, há um ponto que me parece de sublinhar – e é o único que gostaria de reter aqui, a partir dos exemplos citados: o direito à reserva da vida privada (aí incluindo trocas de correspondência, de e-mails ou de telefonemas) é um direito fundamental de todas as pessoas, mas não é um direito absoluto. Se há fundadas suspeitas de um crime ou de uma infracção grave a princípios legais, éticos ou deontológicos, com consequências que extravasam esse foro privado, e se se conclui que a única forma de fazer prova de tais ilícitos é escutar conversas privadas ou vasculhar correspondência privada,  pode ser necessário, como última instância, interferir com esse “bem”, em nome de um “bem maior” – o de um interesse público relevante e indesmentível. É esse “bem maior” que leva um juiz a autorizar escutas privadas; é esse “bem maior” que tem levado muitos jornalistas de investigação a divulgarem publicamente factos recolhidos na esfera da vida privada de pessoas (mesmo quando estão abrangidos pelo segredo de justiça). Ora, quando os jornalistas denunciam estas coisas, toda a gente aplaude (e muito bem, que é essa uma das funções mais nobres da Comunicação Social em democracia), pouco se preocupando com a privacidade dos implicados (porque está em causa um “bem maior”, insisto). Mas quando os jornalistas são, eles próprios, vítimas de tais denúncias, caem logo o Carmo e a Trindade porque alguém se atreveu a divulgar mails privados… São dois pesos e duas medidas que retiram credibilidade aos profissionais dos ‘media’.

Maioria não tem internet em casa Novembro 6, 2009

Posted by Manuel Pinto in Internet.
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Os dados ontem disponibilizados pelo INE relativos ao acesso e uso de TIC nos agregados domésticos em Portugal indica que se ultrapassou, este ano, a barreira dos 50 por cento quanto ao acesso a computador (essa percentagem situava-se nos 49,8 or cento em 2008). No entanto, o crescimento do acesso à internet foi bastante menor, passando dos 46 para os 47,9 por cento. Em contrapartida, os dados de utilização sugerem ter havido um uso mais intensivo da internet, já que a percentagem, relativa a indivíduos dos 15 aos 74 anos, passou, entre 2008 e 2009, de 41,9 para 46,5.

Perfis dos utilizadores de computador e de Internet (%)
Uso da Internet em casa - INE 2009
(Fonte: INE)

Utilização de computador e de Internet, 2005-2009 (%)
Uso da Internet em casa 2005-2009 - INE 2009

(Fonte: INE)

Verifica-se, assim, que a maioria das famílias não dispõe de condições (económicas e/ou culturais) para tirar partido do acesso à rede, ainda que esta realidade possa ser parcialmente atenuada pelos locais públicos ou profissionais em que é possível esse acesso.

Revistas de comunicação da Sage de novo acessíveis Novembro 4, 2009

Posted by Manuel Pinto in Academia, Publicações.
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A editora Sage acaba de colocar em regime de livre acesso as suas revistas de comunicação, num período que vai até 31 de Dezembro próximo. O registo e acesso pode ser feito AQUI.
São as seguintes as revistas disponibilizadas:

  • Animation
  • British Journalism Review
  • Business Communication Quarterly
  • Communication Research
  • Convergence
  • Discourse & Communication
  • European Journal of Communication
  • Games and Culture
  • Global Media and Communication
  • International Communication Gazette
  • International Journal of Press/Politics
  • Journal of Business and Technical Communication
  • Journal of Business Communication
  • Journal of Communication Inquiry
  • Journal of Creative Communications
  • Journal of Social and Personal Relationships
  • Journalism
  • Management Communication Quarterly
  • Media, Culture & Society
  • Media, War & Conflict
  • New Media & Society
  • Science Communication
  • Television & New Media
  • Visual Communication
  • Written Communication

“Os novos territórios da Publicidade” Novembro 4, 2009

Posted by Manuel Pinto in Academia, Publicidade.
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O GT de Publicidade e Comunicação da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação) promove durante todo o dia de amanhã, em Braga, as suas IV Jornadas, em torno do tema “Os novos territórios da publicidade”.
Jornadas Pub
A iniciativa, organizada desta vez pela Universidade do Minho, através do Departamento de Ciências da Comunicação e do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, tem lugar no Complexo Pedagógico II do Campus de Gualtar. Será ocasião para premiar trabalhos de estudantes da especialidade, que foram convidados através de um concurso a preparar projectos no quadro do “marketing de guerrilha”.
O programa pode ser consultado AQUI.

Jeff Jarvis: o copo meio cheio Novembro 2, 2009

Posted by Manuel Pinto in Jornalismo.
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Conforme os óculos que pomos, assim vemos o estado actual do jornalismo.
Crise? Evidentemente, sublinharam há dias o professor Michael Schudson e o director do Washington Post, Len Downie, no relatório The Reconstruction of American Journalism. O presidente da Escola de Jornalismo de Columbia, onde o estudo foi apresentado, foi mais longe: “a crise assume proporções maciças”, sendo difícil ao mercado suportar um jornalismo de qualidade.
Crise? Nada disso. Esse é, segundo Jeff Jarvis, da City University, de Nova Iorque, o modo de colocar o problema das instituições que até agora falharam na procura de caminhos para enfrentar a situação e que, no desespero, pretendem acolher-se sob a protecção do Estado. “O destino do jornalismo não está nas instituições, mas nos empreendedores”, vaticina. E acrescenta: “Crise? Não vejo crise, vejo apenas mudança inexorável”.

Para Bárbara Reis Outubro 31, 2009

Posted by Manuel Pinto in Jornalismo.
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José Manuel Fernandes (JMF) decidiu abandonar o cargo de director editorial do Público, ao fim de mais de uma dezena de anos a dirigir o jornal. Como o próprio explica, no seu editorial de despedida, a decisão não se deve a pressões políticas, ao contrário do que alguns já quiseram fazer crer.
Sem questionar o valor como jornalista de JMF, creio que, em especial nos últimos anos, ele se tornou parte do problema do jornal que dirigia, em lugar de ser parte da solução.
Reconheço que não é nada fácil dirigir um diário como o Público, na sociedade que é a nossa e no quadro actual de crise que a Imprensa atravessa. Mas entendo que o facto de JMF ter feito do jornal uma tribuna sistemática anti-Sócrates, assumindo, em vários momentos, um papel de oposição que nem a oposição política foi capaz de assumir tornou-se fatal e só agravou o quadro difícil que o jornal, em condições normais, teria de enfrentar.
É evidente que a Direcção do Público tem todo o direito de ter uma linha editorial e de essa linha ser a favor ou contra uma determinada força política. Mas o que os leitores não podem aceitar é que haja uma agenda escondida que pauta o que se cobre e o modo como se cobre.
Uma parte desses leitores identificar-se-ão, naturalmente, com essa orientação e farão do Público a sua bandeira. Mas outra parte irrita-se e vai-se embora, porque não está para alimentar o que percebe como um embuste. E foi o que julgo que aconteceu, pelo menos desde o alinhamento em que JMF pôs o diário, relativamente à guerra do Iraque.
Julgo que ele não tinha alternativa, senão abandonar o cargo. E se não o fizesse ele, alguém teria de o fazer por ele, na SONAE, mais ano menos ano.
Recusaria no Público um jornalismo amorfo, sem espinha, amansado ou pró-governamental. Mas também recuso um jornalismo de “pé atrás”, de “parti pris”.
Desejo, por isso, que Bárbara Reis e a equipa que a acompanha levem o Público para uma nova fase, que seja capaz de recuperar leitores que foram “à vida”.
Desejo também que este Público oiça mais os seus leitores, institua canais que não sirvam apenas para comentar o que é publicado, mas que permitam sugerir assuntos, pronunciar-se sobre as grandes orientações, participar em projectos…
Estaremos já em condições de esperar isso?

(*) Já agora, não será chegada a hora de mudar o inquérito que o Público online coloca no fim de cada notícia? À pergunta, de resto razoável, “Achou este artigo interessante?”, porque será que só a opção “sim” é dada ao leitor? A não ser que se entenda que quem não responde perfilha a opinião que a notícia não é interessante.

“MoJo” – Jornalismo e telemóveis Outubro 31, 2009

Posted by Joaquim Fidalgo in Internet, Investigação, Jornalismo.
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Chama-se “Jornalismo e Redes Móveis“. É um novo blogue da responsabilidade do Labcom (Universidade da Beira Interior – UBI), agora lançado por esta razão e com este objectivo:

Em resposta a vários pedidos, o Labcom decidiu lançar um blogue exclusivamente dedicado a esta nova linha de investigação: jornalismo para dispositivos móveis. Juntámos os conteúdos relacionados com o 1º Encontro da Montanha e tentaremos acompanhar o que de mais relevante acontecer nesta área.

Esta atenção ao binómio jornalismo / telemóveis como uma das equações mais promissoras para o futuro dos media, envolvendo activamente investigadores como António Fidalgo e João Canavilhas, esteve na base do referido 1º Encontro da Montanha (realizado na passada semana, na Serra da Estrela). E vai, certamente, continuar a ser fonte de notícias…

Códigos de ética em França e no Brasil Outubro 30, 2009

Posted by Manuel Pinto in Jornalismo.
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Um código deontológico dos jornalistas discutido e assumido por diferentes parceiros sociais e não só por profissionais dos media – tal foi o desafio que há dias Bruno Frappat apresentou em Paris, na sequência de um mandato recebido em Janeiro passado dos “Estados Gerais da Imprensa escrita”.
O texto do código foi elaborado, ao longo destes meses, por um “comité de sages” e colocado agora à discussão. Um dos seus objectivos é fazer o jornalismo e os jornalistas recuperarem credibilidade, depois de uma série de casos comprometedores.

Um espírito e uma iniciativa próximos deste estão em curso igualmente no Brasil, com o aproximar da Confecom, 1ª Conferência Nacional de Comunicação que se realiza no início de Dezembro próximo. Mais do que uma iniciativa se orienta no sentido de definir um código de ética não circunscrito aos jornalistas, segundo nos conta Rogério Christofoletti, no blog Objethos.
Uma das iniciativas é iderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que advoga a criação de
“um Código de Ética conjunto da área de comunicações, englobando todos os sectores empresariais e profissionais da área da comunicação, proporcionando orientações à sociedade civil para a compreensão, julgamento e fiscalização de questões atinentes às comunicações”.
Tão ou mais interessante é a iniciativa da FENAJ, Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil que, depois de ter aprovado um código de conduta em 2007, entende ser agora ocasião propícia para aprovar um novo documento orientado para a democratização dos media no país. “A ideia – nota Christofoletti – é aprimorar o que já existe, mas acima de tudo, trazer para o campo do debate actores que não estão alheios a ele”.

Competição internacional para jovens jornalistas Outubro 29, 2009

Posted by Madalena Oliveira in Jornalismo, Media.
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O Conselho da Europa e a European Youth Press estão a promover uma competição internacional para jovens jornalistas europeus, sob o título “Europe is more than you think Award”. No site da organização explica-se assim a iniciativa:

We want journalists, photographers and videographers who share our values, to look beyond the headlines which dominate the common understanding of Europe – big government, international finance and trade agreements – and capture the Europe which, all too often, goes unnoticed.  

Our challenge to young media specialists is to cut through the stereotypes and received opinion of what Europe is, to show what Europe really stands for and what it means to be European in the 21st century. 

EuropeismorePara concorrer, há que ter entre 18 e 27 anos e ser residente num dos Estados-membros do Conselho da Europa. O prazo de submissão de propostas termina a 06 de Dezembro. O prémio é uma viagem de 4 dias (com tudo pago) a Estrasburgo, tendo como objectivo a participação na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa agendada para Janeiro de 2010 (de 26 a 30).

Mais informações disponíveis aqui: http://www.youthmedia.eu/more

Um novo “24 Horas”? Outubro 23, 2009

Posted by Joaquim Fidalgo in Audiência, Imprensa, Jornalismo, Media.
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Já há tempos tinha reparado, mas pensei que seria uma situação fortuita. De há uns dias para cá, continuei a reparar mais sistematicamente — e já não me parece um acaso ou uma coincidência. O “24 Horas“, exemplo mais próximo (entre nós) daquilo a que poderia chamar-se “jornalismo sensacionalista”, alterou aparentemente a sua estratégia, passando a apostar em manchetes da área do desporto. Ou melhor: da área do futebol. Aquelas primeiras página com grandes títulos e fortes imagens à volta de sangue, de acidente, de crime, de escândalo ou de “socialites”, deram lugar a destaques futebolísticos sistemáticos. Estratégia de jornal, para tentar ir ‘pescar’ novos leitores num segmento de mercado que sabemos continuar em alta? Ou estratégia de grupo (grupo Controlinveste), procurando ter em Lisboa e no Sul (onde o “24 Horas” se vende mais) uma penetração na área do desporto que o diário desportivo do grupo (“O Jogo“) consegue mais dificilmente? A acompanhar…

Como prova desta minha percepção, aqui ficam quatro primeiras páginas de diferentes dias desta semana:

24horas_Lx_20-10-09

24horas_Lx_21-10-09

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPA 371.ai

CAPA 371.ai

Prémio internacional em Educação para os Media Outubro 22, 2009

Posted by Manuel Pinto in Cidadania, Media.
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Três investigadores do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho recebem hoje o Evens Prize for Intercultural Education 2009 – Media Education, em Bellaria,Itália, numa cerimónia que se realiza no quadro do 2º Congresso Europeu de Educação para os Media.

A candidatura apresentada pelo CECS traduziu-se num projecto intitulado Media Education in Booklets: Learning, Knowing and Acting. O prémio é atribuído pela Evens Foundation, da Bélgica, e tem o alto patrocínio da Comissária Europeia para a Informação, a Sociedade e os Media, Viviane Reding. Visa “realçar a importância da Educação para os Media e promover o desenvolvimento de propostas sustentáveis neste âmbito, dirigidas a crianças na Europa”.

O projecto do CECS foi submetido a 15 de Janeiro deste ano, tendo passado pelo ‘crivo’ de várias selecções intermédias e a visita à Universidade do Minho de um elemento do júri e coordenador de projecto da Evans Foundation. Consiste na produção de três livrinhos que incluem trabalho de criação gráfica de personagens e que visam sugerir a pais e educadores indicações úteis sobre como lidar com os media, no dia a dia, tendo por base investigações feitas no âmbito do CECS. O primeiro booklet, pronto para difusão, incide sobre a TV, seguindo-se outros dois sobre jogos vídeo e Internet e redes sociais.
(Declaração de interesses: estive ligado, ainda que em segundo plano, à equipa que preparou o projecto premiado, que foi coordenado por Sara Pereira e integrou também Luís Miguel Pereira).

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (8) Outubro 19, 2009

Posted by Madalena Oliveira in Jornalismo.
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… Carlos Daniel Alves, jornalista da RTP, fechou o encontro com um comentário apresentado ao jeito de um alinhamento de Telejornal. Destacou, por isso, como grande dossier do dia a questão das agendas informativas, como assunto internacional o facto de o programa do Provedor ser um formato de tão grande ou maior sucesso que o seu modelo francês, como tema do desporto (em jeito de brincadeira) o facto de José Alberto Carvalho ter sido quem mais recorreu aos exemplos da linguagem desportiva para reflectir com a audiência… e apressadamente rematou para evitar, com humor, a repreensão do Provedor do Telespectador, por coincidência, moderador do último painel.

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (7) Outubro 19, 2009

Posted by Madalena Oliveira in Audiovisual, Jornalismo, Televisão.
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… Júlio Magalhães, director de informação da TVI, considerou a generalização das auto-estradas como um factor que mudou francamente o carácter temporal da notícia. «A rapidez com que vamos e vimos obrigou a que houvesse mais informação na televisão», admitiu, reconhecendo igualmente o papel das novas tecnologias na alteração do espectro televisivo. Finalmente, colocou nas audiências um acento muito importante, para não dizer decisivo, nas mudanças operadas no jornal televisivo como género jornalístico.

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (6) Outubro 19, 2009

Posted by Madalena Oliveira in Audiovisual, Jornalismo, Televisão.
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… José Alberto Carvalho, director de informação da RTP, admitiu que «o serviço público pode suscitar alguns problemas de consciência». E sobre a mudança em curso no formato da informação televisiva, o jornalista da estação pública anotou a relação de confiança como esfera em mudança. A própria necessidade de reinventar a televisão todos os dias é um sinal do imperativo de mudança. Noutro sentido, José Alberto Carvalho reconheceu ser necesssário alargar as agendas informativas e contrariar o mimetismo jornalístico.

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (5) Outubro 19, 2009

Posted by Madalena Oliveira in Audiovisual, Jornalismo, Televisão.
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… José Arantes, ex-assessor de Cavaco Silva, reconheceu que o combate político se faz hoje sobretudo na comunicação social. Nessa medida, considerou que o Telejornal é um ponto de interesse estratégico na batalha política: é transversal à audiência, é transmitido no melhor horário para formar opinião, todos os portugueses vêem a mesma notícia à mesma hora (o que provoca um ’sentido de irmandade nacional’), provoca sentimentos nacionais…